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Cerca de 15 mil mulheres e meninas são vítimas de tráfico sexual todos os anos no Nepal

Saiu no site Marie Claire:

Charimaya Tamang passou dois anos em um bordel em Mumbai, onde foi estuprada e espancada, até ser resgatada pela polícia. Livre, fundou a ONG Shakti Samuha, que combate o tráfico sexual no Nepal

A nepalesa Charimaya Tamang tinha 16 anos cortava e grama na sua aldeia, ao norte do Vale de Katmandu, quando quatro homens a surpreenderam e derramaram um líquido na sua boca. Ela desmaiou. Acordou em uma sala, com várias cadeiras vazias. Estava em frente a um espelho, mas quando viu sua própria imagem, não se reconheceu. Haviam cortado seu cabelo, trocado sua roupa e feito uma maquiagem. Um homem se aproximou, perguntou se ela estava com sede, e ofereceu a mesma bebida que a fez desmaiar. Quando acordou novamente, estava em Mumbai, na Índia.

Esse foi o início do sequestro que levou a jovem a trabalhar como escrava sexual na Índia. Charimaya contou sua história a Marie Claire Espanha, aos 42 anos, na sede da ONG que fundou para combater o tráfico de nepalesas, em Katmandu, capital do país. Ela conta que ficou dois anos presa em um prostíbulo na cidade, onde foi estuprada, abusada e espancada por clientes e pelo proprietário do local. Em 1996, a polícia estourou o bordel e a libertou.

A Comissão de Direitos Humanos do Nepal estima que, entre 2013 e 2014, houve 29 mil tentativas de sequestro de meninas e mulheres no país. Desse total, 13 mil foram consumados. Especialistas acreditam que a situação se tornou ainda mais grave nos últimos meses, depois que um terremoto assolou o país e deixou ainda mais vulnerável comunidades que viviam na pobreza.

 

 

 

 

Publicação Original: Cerca de 15 mil mulheres e meninas são vítimas de tráfico sexual todos os anos no Nepal

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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