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Casa Abrigo iniciará acolhimento a mulheres vítimas de violência

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Veja publicação original: Casa Abrigo iniciará acolhimento a mulheres vítimas de violência

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Durante a primeira reunião da Câmara Técnica de Monitoramento do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do Estado de Sergipe, na Secretaria de Estado da Mulher e da Assistência Social (Seidh), foi apresentado o fluxo do serviço de acolhimento e atendimento institucional da Casa Abrigo Estadual Neuzice Barreto. A Câmara é composta por membros da Seidh, da Assistência Social de Aracaju, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe, do Tribunal de Justiça, da Universidade Federal de Sergipe, do Ministério Público Estadual, da Defensoria Pública e da sociedade civil, para ser um instrumento de fortalecimento da rede de proteção às mulheres através do monitoramento e planejamento de ações conjuntas.

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Aproveitando o movimento dos 16 Dias de Ativismo pelo Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, ficou definido que o início da prestação de serviço da Casa Abrigo Estadual Neuzice Barreto será no dia 12 de dezembro. A unidade tem como público-alvo mulheres em situação de violência doméstica sob grave ameaça ou risco iminente de morte, oriundas dos municípios da região Metropolitana e do interior, com exceção de Aracaju (que já possui um serviço com o mesmo foco).

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“O trabalho é sigiloso, funcionará em regime de plantão 24 horas, com capacidade máxima para 20 usuárias e vinculação ao serviço de Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Sistema Único de Assistência Social (PSE/SUAS). A Casa Abrigo é um importante equipamento para que a mulher vítima de violência e sua família sintam-se amparadas pela Assistência e pelo Judiciário”, comentou Edivaneide Paes Lima, coordenadora Estadual de Proteção à Mulher da Seidh.

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O acesso à Casa Abrigo Estadual se dará através das Delegacias de Polícia, Ministério Público Estadual e Tribunal de Justiça. Para acionar o serviço de acolhimento, o órgão responsável pela requisição do abrigamento entrará em contato com a Coordenação da Casa Abrigo para viabilizar a logística de encaminhamento da vítima.

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“Nos dias úteis, nos municípios da região Metropolitana e do interior onde houver Delegacias da Mulher, o deslocamento será realizado pela equipe da delegacia responsável pelo atendimento. Nos municípios onde não houver, o deslocamento será conduzido pelas equipes das Delegacias Municipais até as Delegacias Regionais. O encaminhamento até a capital e a Casa Abrigo terá o suporte do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV)”, complementou a coordenadora, ressaltando que o prazo máximo de permanência da usuária na Casa Abrigo será de até 90 dias, período em que terá acompanhamento de psicólogos, pedagogos e assistentes sociais.

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“A necessidade de ampliação desse prazo será determinada a partir da comprovação da continuidade do risco iminente de morte, com a aprovação da equipe técnica da unidade, com o aval do Sistema de Justiça”, reforçou Edivaneide Paes.

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Na visão da juíza Iracy Mangueira, coordenadora da Infância, Adolescência e da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE), “Sergipe é pioneiro no Brasil em ter um equipamento de âmbito estadual e na execução desse projeto para atender as mulheres em risco de morte. Este é um grande passo para o fortalecimento das políticas públicas de proteção e combate à violência contra a mulher”.

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Para a promotora Gisela Fontes, do Centro de Apoio Operacional (CAOp) dos Direitos da Mulher do Ministério Público de Sergipe, a Casa Abrigo Estadual é um grande avanço. “Na reunião da Câmara Técnica, cada ente apresentou suas experiências e propostas para que o serviço que estará disponível dia 12 de dezembro esteja perfeito para garantir a assistência e o atendimento àquelas mulheres que precisarem. Estaremos vigilantes”, afirmou.

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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