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Apresentação do Tempo de Despertar – ressocialização do autor de violência doméstica e familiar contra a mulher no Hospital das Clínicas de SP

 

HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE SÃO PAULO

 

Hoje (16/08) a convite do Hospital das Clínicas de São Paulo, apresentei para as médicas, psicólogas e assistentes sociais de todo complexo hospitalar o Projeto Tempo de Despertar – ressocialização do autor de violência doméstica e familiar contra a mulher.

 

As profissionais da saúde mencionaram que atendem todos os dias mulheres vítimas de tentativa de feminicídio na ala de queimados, e principalmente crianças vitimas de abuso sexual.

 

A proposta é fazermos uma parceria para implementar o serviço de ressocialização e conscientização dos homens autores de violência contra a mulher em parceria com as assistentes sociais do Hospital das Clínicas.

 

Esse fluxo de comunicação entre o Ministério Público e as profissionais da saúde é muito importante, tendo em vista que muitas mulheres em situação de violência acabam procurando primeiramente os hospitais, prontos – socorros, unidade básica de saúde e seus próprios médicos particulares para informarem a situação de violência.

 

Agradeço imensamente a presença das Dras. Maria Ivete Castro Boulos – NAVIS (Núcleo de Assistência à Violência Sexual), Teresa Kiyoko Gungi Hirata – representante da diretora da DSSM (Diretoria de serviço social Médico – ICHC)

 

Estendo meus agradecimentos a querida Larissa de Almeida, assistente social e a Maria Jussara Puga da Silva organizadoras do evento, que me proporcionaram convite tão sublime.

É sempre um honra para mim, estar com as profissionais da saúde, no combate a violência contra a mulher.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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