HOME

Home

Adicional de 5% na aposentadoria para mulheres que cuidam dos filhos passa em comissão da Câmara

Saiu no site EXTRA

Proposta foi apresentada em dezembro do ano passado

Há algumas semanas, esta coluna abordou um tema de grande interesse das famílias: alguns projetos que lei que tramitam no Congresso Nacional relacionados ao cuidados de crianças com ou sem necessidades especiais. O assunto é de grande repercussão e ganhou um novo capítulo. O Projeto de Lei (PL) 6.841/2025 — que propõe a criação de um adicional de 5% sobre o valor da aposentadoria ou da pensão por morte para mulheres que tenham se dedicado ao cuidado dos filhos — passou pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

A proposta foi apresentada em dezembro do ano passado pelo deputado Duda Ramos (MDB/RR) e recebeu parecer favorável da relatora, deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS). O adicional previsto no PL 6.841 seria restrito as benefícios pagos pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS, leia-se INSS) e seria concedido para cada filho, biológico ou adotado, até o limite de três.

O projeto — que tramita em caráter conclusivo, ou seja, sem a necessidade de ir a plenário — agora será analisado pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisará ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

 

Outra proposta

 

A ideia de conceder um adicional ao benefício de mães que se dedicam a cuidados dos filhos, porém, não é nova. O Projeto de Lei (PL) 3.062/2031 também propõe o pagamento de um valor extra. Neste caso, esse adicional seria de 2% nos proventos, podendo chegar a até 10% (independentemente de os dependentes precisarem de cuidados especiais ou não).

Essa proposta foi recebida pela Comissão de Finanças e Tributação, onde está parada desde dezembro de 2024. Depois, ainda seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME