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A nova mulher de 50: profissionais maduras abrem espaço no mercado

Saiu na Forbes

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Em um dos episódios do seriado “Borgen: O reino, o poder e a glória”, a ex-primeira ministra da Dinamarca, Birgitte Nyborg, começa a transpirar excessivamente em uma reunião importante com a nova chefe de estado, dez anos mais jovem. Por causa do calor, Birgitte deixa a sala e vai ao banheiro se refrescar – e com isso perde parte importante da discussão. Nada se diz sobre o assunto, mas fica claro que a ministra está passando por uma típica crise de calor da menopausa. E esse é só um dos aspectos ligados ao etarismo que estão afetando sua carreira política.

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O problema é só um retrato do que acontece nas carreiras da vida real. “Enquanto os homens vão trabalhar depois de uma noite de sono tranquilo, as mulheres tiveram insônia por conta das mudanças hormonais e chegam exaustas, o que aumenta a desigualdade. Tenho alertado que há maneiras de nos cuidarmos e de mantermos o equilíbrio”, diz Ana Paula Padrão, apresentadora do programa Masterchef.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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