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A mulher no mundo machista: Revistas femininas nos anos 50 e 60

Saiu no site Revista Prosa e Arte:

Nas décadas de 1950 e 1960, as revistas femininas eram praticamente a única forma de entretenimento para as mulheres de classe média. Elas expressavam pontos de vista masculinos sobre como as mulheres deveriam agir. As publicações femininas brasileiras abordavam o amor entre os casais e as obrigações das mulheres para manter o casamento.

Nestas revistas, o ideal do matrimônio feliz era baseado na forma como as mulheres deveriam se comportar dentro e fora do espaço doméstico. Como as revistas eram uma importante fonte de informação e referência para as mulheres destes períodos, elas se tornavam verdadeiras conselheiras, sempre com mensagens persuasivas e que tinham como objetivo alienar toda uma geração de mulheres.
– por Juliana Miranda

Confira algumas dicas e conselhos que eram publicados nas revistas femininas nas décadas de 50 e 60:

– Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas .
(Jornal das Moças, 1957)

– Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto.
(Revista Claudia, 1962)

– A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa.
(Jornal das Moças, 1945)

– A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, nada de incomodá-lo com serviços domésticos .
(Jornal das Moça, 1959)

– A esposa deve vestir-se depois de casada com a mesma elegância de solteira, pois é preciso lembrar-se de que a caça já foi feita, mas é preciso mantê-la bem presa .
(Jornal das Moças, 1955)

– Se o seu marido fuma , não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa.
(Jornal das Moças, 1957)

– A mulher deve estar ciente de que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara. (Revista Claudia, 1962)

– Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu.
(Revista Querida,1954)

– O noivado longo é um perigo.
(Revista Querida, 1953)

– É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido.
(Jornal da Moças, 1957)

– O lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa masculiniza.
(Revista Querida, 1955)

Fonte: Site Curiosidades | Folha de S. Paulo

 

 

Publicação Original: A mulher no mundo machista: Revistas femininas nos anos 50 e 60

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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