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A cada hora, sete mulheres são vítimas de feminicídio no Brasil

Saiu no R7

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O combate à violência contra as mulheres é um grande desafio. A cada 24 horas, quase 160 mulheres são mortas no Brasil simplesmente por serem mulheres. Uma média de sete assassinatos por hora. No ano passado, foram registrados mais de 100 casos de feminicídio só no Rio de Janeiro. O ano mal começou e os números continuam subindo: em dez dias, quatro mulheres foram assassinadas somente na comunidade da Rocinha. Os assassinos, muitas vezes, são os companheiros que não aceitam o fim do relacionamento e que costumam ter um perfil violento. Para especialistas, o feminicídio é um problema social que, para ser resolvido, precisa passar pela reeducação da sociedade.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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