A Justiça de São Paulo ordenou a prisão de João Roberto Bolelli, 63, pecuarista suspeito de matar a ex, uma mulher de 24 anos, por não aceitar o término do relacionamento no interior de São Paulo. O caso aconteceu na terça-feira.
O que diz o mandado de prisão
Justiça entendeu que prisão preventiva de Bolelli é necessária para que as testemunhas do crime possam depor com mais tranquilidade. Priscila Lacerda Custódio Pribya foi baleada na entrada da propriedade rural do homem, em Rifaina, a 460 km da capital paulista, na frente de duas testemunhas que prestaram socorro a ela.
A decisão aponta, ainda, a fuga do pecuarista como um “ato de covardia” que também endossa a prisão preventiva. O mandado emitido pela Vara Única de Pedregulho é pelo crime de feminicídio.
O UOL não conseguiu localizar a defesa do homem até o momento, e o espaço está aberto para manifestação. Segundo a Polícia Civil, o pecuarista tem registros anteriores por violência doméstica e descumprimento de medida protetiva
O corpo de Priscila foi enterrado na noite de ontem na cidade de Perdizes (MG). Ela foi enterrada no Cemitério Municipal da cidade.
Relembre o caso
Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, Priscila foi ao local acompanhada do irmão e de uma amiga para devolver uma caminhonete ao suspeito após o término. Os dois decidiram acompanhá-la porque ela havia relatado estar apreensiva após ameaças anteriores.
No local, Priscila e João discutiram e ela reforçou que não queria mais manter o relacionamento. Na sequência, o homem sacou uma arma e atirou contra a jovem. O irmão da vítima também relatou ter sido ameaçado, mas conseguiu fugir.
Priscila foi atingida por pelo menos dois tiros, no braço e no tórax. João fugiu após o crime e ainda não foi localizado. A mulher foi levada ao hospital, mas teve a morte constatada na unidade de saúde.