Saiu no site CORREIO BRAZILIENSE
O namorado da vítima, João Munhoz Neto, continuará respondendo, em liberdade, por violência psicológica contra a mulher e fraude processual
A investigação contra João Munhoz Neto por suspeita de feminicídio e indução ao suicídio da namorada, Isabelle Caracristi, que morreu após cair do terraço de um prédio em Fortaleza em setembro, foi arquivada por determinação da Justiça do Ceará.
A decisão, expressa no dia 20 de outubro, pela 5ª Vara do Júri de Fortaleza, encerra a apuração desses dois crimes e encaminha o processo referente às demais acusações aos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da comarca.
O suspeito continua respondendo, em liberdade, por violência psicológica contra a mulher e fraude processual, crimes pelos quais foi indiciado pela Polícia Civil. João permanece sob medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada sem vida no pátio de um condomínio na capital cearense, em 13 de setembro. A Polícia Civil reuniu depoimentos, imagens de câmeras de segurança, laudos periciais e mensagens trocadas pelo casal.
A investigação não atribuiu ao namorado responsabilidade criminal pela morte da jovem, mas identificou elementos que levaram ao indiciamento do homem por outros dois crimes.
De acordo com as diligências, imagens registraram Isabelle sozinha em determinado momento antes da morte. A perícia apontou que a queda foi voluntária, sem indícios de agressão física ou luta corporal.
A investigação também procurou entender o relacionamento e se havia indícios de que a jovem tivesse sido submetida a violência psicológica ou induzida ao suicídio. Entre os elementos divulgados estavam conversas que indicariam comportamentos de controle e pressão psicológica na relação.
João foi preso em 22 de setembro, durante o andamento das investigações. Em 1º de outubro, deixou a prisão e passou a responder em liberdade, sujeito a medidas cautelares.







