Saiu no site CNN
Vítima tinha medida protetiva de urgência contra o investigado que se entregou à polícia; caso é investigado como suspeita de feminicídio
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga a morte de uma mulher, cujo corpo foi encontrado nesta terça-feira (20), em um riacho, sob uma ponte, no município de Ipira. A corporação instaurou um inquérito para analisar o caso, que é investigado como suspeita de feminicídio, visto que a vítima já tinha medidas protetivas contra o suspeito.
Segundo a nota da Polícia Militar, o corpo só foi localizado após o acionamento do botão do pânico, pelo aplicativo PMSC Cidadão, que mobilizou as equipes até uma residência.
Quando os policiais chegaram no imóvel, encontraram a residência arrombada. Assim, os agentes já iniciaram as buscas pela mulher e pelo suspeito, entrando em contato com familiares.
Quando o corpo foi localizado, o Corpo de Bombeiros Militar já constatou o óbito no local. A Polícia Científica foi acionada para realizar as análises periciais e a retirada do corpo da água, além da realização dos procedimentos necessários para a confirmação da identidade da vítima.
Segundo a nota da PM, o homem havia se entregado no destacamento da Polícia Militar de Presidente Castello Branco. Ele foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia da Polícia Civil.
Medida protetiva e dinâmica dos fatos
A Polícia Civil explicou, por meio de nota, que o local onde teria ocorrido a agressão, a utilização de uma arma e as circunstâncias em que a vítima chegou ao local onde foi encontrada ainda dependem dos resultados dos exames periciais e das investigações.
A vítima já possuía medidas protetivas de urgência contra o suspeito, concedidas em 9 de outubro de 2026. Entre as determinações judiciais estavam a proibição de aproximação da vítima, com distância mínima de 100 metros, a proibição de contato com ela e seus familiares por qualquer meio de comunicação, além da obrigatoriedade de participação do investigado em programa de recuperação e reeducação para homens autores de violência doméstica, com acompanhamento psicossocial.
Porém, segundo os registros, não havia ocorrências anteriores de violência nem registros de descumprimento das medidas protetivas até então.









