Saiu no site UOL
Médico Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, morreu em uma troca de tiros com a PM em Catanduva, no interior de São Paulo.
O médico Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, que morreu em uma troca de tiros com a polícia ontem após ameaçar matar a companheira, tinha uma medalha com suástica e um arsenal de armas em casa, em Catanduva, no interior de São Paulo.
O que a polícia encontrou
Polícia apreendeu um Kit Roni CAA —acessório que transforma uma pistola semiautomática em uma carabina compacta. A corporação localizou três espadas, dois espetos e um facão, dois coldres e um carregador. Além disso, na residência havia uma maleta da Taurus; um radiocomunicador; três caixas com 50 cartuchos para .357 Magnum; mais 14 cartuchos .357; uma caixa com 41 cartuchos .38 SPL (Special)+P, uma caixa com 39 cartuchos .38 SPL (Special); e 25 cartuchos calibre 7.63
Corporação também localizou 98 estojos, de diversos calibres, deflagrados; 43 cartuchos .380; e 35 cartuchos calibre .9mm. Uma réplica de granada foi apreendida no local. Entre as armas achadas estavam um revólver calibre .38; revólver Taurus .357 Magnum; pistola Imbel .380; e duas espingardas, uma delas com luneta. Uma pistola com dizeres em alemão e outra relacionada a um parente, ambas da marca Mauser, foram apreendidas.
Boletim de ocorrência, obtido pelo UOL, informa que dois cofres foram achados na residência durante diligências. Um deles estava aberto e, no interior, havia várias armas e munições. Um advogado da família acompanhou o trabalho policial e indicou que Luciano era CAC (Caçador, Atirador e Colecionador), todavia, não foi encontrada documentação disponível para confirmar a regularidade das armas e munições achadas, sendo necessária a apreensão para posterior verificação.
Equipe especializada precisou ser acionada para a checagem da suposta granada no local. O segundo cofre seguiu fechado porque nem o advogado de Luciano conseguiu informações para abri-lo.
O caso foi registrado na Delegacia Seccional de Catanduva como violência doméstica, ameaça praticada contra a mulher, resistência e homicídio decorrente de oposição à intervenção policial. A Polícia Civil investiga o caso e um IPM (Inquérito Policial Militar) foi instaurado.
Entenda o caso
Segundo a polícia, a mulher de Luciano relatou em ligação ter sido ameaçada de morte pelo marido e alertou que ele estava armado e com comportamento agressivo. Ele teria ingerido bebida alcoólica durante um churrasco e, ao chegar em casa, começou a discutir com a companheira, ameaçando as pessoas que estavam no local, incluindo dois filhos menores de 18 anos.
Quando a PM chegou, a vítima estava na área externa da casa. Já os seus dois filhos, um de 14 e outro de 10 anos, estavam dentro do imóvel com o pai.
Os agentes iniciaram o protocolo de negociação com o médico que estaria armado. Na tentativa do diálogo, Luciano se abrigou atrás de um pilar de madeira, apontou a arma na direção dos policiais e atirou, informou a polícia. Os policiais reagiram e balearam o médico. O atendimento médico foi solicitado, mas Luciano morreu. Os filhos dele foram achados em um pavimento superior.
Perto do ponto onde Luciano estava foi achado uma cápsula deflagrada. De acordo com o B.O, havia materiais indicativos de que ao menos um disparo foi feito dentro da residência em direção ao portão e à posição onde estava os policiais.
Filhos foram retirados da casa sem ferimentos e entregues a familiares. A mulher do suspeito também não ficou ferida, mas foi levada a um hospital para atendimento.
Luciano atuava como médico vascular e foi diretor-presidente da Associação Mahatma Gandhi, organização social de direito privado, sem fins lucrativos, que atende pacientes acometidos de transtornos mentais e dependência química.







