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Lula sanciona lei que endurece penas para abuso infantil na internet

Saiu no site CONGRESSO EM FOCO

Medida cria uma punição específica para a simulação de abuso sexual por inteligência artificial, além de ampliar rol de práticas consideradas crime hediondo.

O presidente Lula sancionou nesta quinta-feira (6) o projeto de lei 3.066/2025, que amplia o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes, especialmente no ambiente digital e em crimes praticados com o uso de inteligência artificial.

A proposta atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), endurece penas, amplia as hipóteses classificadas como crimes hediondos e cria instrumentos para a investigação policial de abusos cometidos pela internet.

O texto também cria uma punição específica para a simulação de abuso sexual por inteligência artificial. A pena prevista para quem produzir imagens ou conteúdos realistas com rosto, corpo ou voz de crianças e adolescentes varia de três a cinco anos de reclusão, além de multa, conforme a conduta.

No caso da disseminação de conteúdo sexual envolvendo crianças ou adolescentes, a lei eleva a pena de três a seis anos para cinco a oito anos.

O texto também endurece as consequências para a produção, reprodução, direção, fotografia, filmagem, registro, venda, exposição, distribuição, aquisição e armazenamento desse tipo de material, conforme o enquadramento de cada conduta.

De autoria do deputado Osmar Terra (PL-RS), o texto havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. A proposta aguardava sanção desde o último dia 17, o que fazia desta quinta-feira o último dia do prazo constitucional.

A nova legislação amplia o conceito de violência sexual contra crianças e adolescentes para alcançar práticas que não dependem de contato físico, incluindo a produção e a manipulação de imagens, vídeos, vozes e outras representações digitais.

Entre as medidas previstas estão o aumento das penas para diferentes crimes sexuais, a classificação de novas condutas como hediondas, a possibilidade de infiltração de agentes policiais em ambientes virtuais e a obtenção emergencial de dados em situações de transmissão ao vivo ou de risco iminente para a vítima.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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