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MP fiscaliza presença de acompanhante em internações

Saiu no site DOURANEWS

A 10ª Promotoria de Justiça de Dourados acompanha de perto a apuração de informações relacionadas ao cumprimento da lei federal que assegura às mulheres o direito de serem acompanhadas por pessoa de sua escolha durante consultas, exames e procedimentos realizados em unidades de saúde públicas e privadas no Município.

A investigação teve início após o recebimento de manifestação relatando possível descumprimento da norma em unidade hospitalar do município. Diante dos fatos apresentados, o MPMS requisitou informações à Fundação de Serviços de Saúde de Dourados (Funsaud), com o objetivo de esclarecer os procedimentos adotados pela instituição e verificar a observância da legislação vigente.

Em resposta ao MPMS, a Funsaud informou que a orientação prestada à familiar de uma paciente ocorreu com base em avaliação da equipe assistencial quanto à necessidade de acompanhante durante a internação. A fundação também esclareceu que o Serviço Social não possui atribuição para impedir a permanência de acompanhantes e destacou que foram afixados avisos informativos sobre o direito das mulheres à presença de acompanhante em locais de grande circulação do Hospital da Vida e da UPA, a Unidade de Pronto Atendimento da cidade.

No decorrer do procedimento, o MPMS recebeu documentação complementar contendo novos argumentos e informações sobre a aplicação da legislação, que serão analisados no âmbito da investigação a fim de subsidiar a adoção das providências cabíveis.

Com a continuidade das diligências, o MPMS reunirá os elementos técnicos e jurídicos necessários para verificar o cumprimento da legislação e avaliar eventual necessidade de adoção de medidas extrajudiciais ou judiciais destinadas à proteção dos direitos das mulheres e contribuir para a melhoria contínua dos serviços de saúde prestados à população.

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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