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Casos de violência psicológica contra mulheres crescem 41% na PB em um ano, aponta Anuário de Segurança Pública

Saiu no site G1

Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que o estado registrou 715 ocorrências em 2025, contra 504 no ano anterior. Crimes envolvem perseguição e danos emocionais às vítimas.

Os casos de violência psicológica contra mulheres cresceram 41,2% na Paraíba entre 2024 e 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23).

Em números absolutos, o estado passou de 504 registros em 2024 para 715 em 2025. A taxa por 100 mil mulheres também aumentou, saindo de 23,6 para 33,3 no mesmo período.

A violência psicológica contra a mulher é crime previsto no artigo 147-B do Código Penal, incluído pela Lei nº 14.188/2021. A legislação caracteriza esse tipo de violência como qualquer conduta que provoque dano emocional, comprometa o pleno desenvolvimento da vítima ou tenha como objetivo controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões.

Entre as práticas previstas estão ameaças, constrangimentos, humilhações, manipulação, isolamento, chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e vir e outros comportamentos que causem prejuízos à saúde psicológica e à autonomia da mulher.

Por g1 PB

 

  • Os casos de violência psicológica contra mulheres na Paraíba subiram 41,2%, passando de 504 registros em 2024 para 715 em 2025.

  • O crime de stalking (perseguição) também registrou alta no estado, com crescimento de 39,3% no mesmo período, saltando de 1.534 para 2.147 casos.

  • Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que foi divulgado nesta quinta-feira (23).

 Casos de violência psicológica contra mulheres na Paraíba tiveram um aumento de 41,2%  — Foto: Jader Souza

Casos de violência psicológica contra mulheres na Paraíba tiveram um aumento de 41,2% — Foto: Jader Souza

Os casos de violência psicológica contra mulheres cresceram 41,2% na Paraíba entre 2024 e 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23).

Em números absolutos, o estado passou de 504 registros em 2024 para 715 em 2025. A taxa por 100 mil mulheres também aumentou, saindo de 23,6 para 33,3 no mesmo período.

A violência psicológica contra a mulher é crime previsto no artigo 147-B do Código Penal, incluído pela Lei nº 14.188/2021. A legislação caracteriza esse tipo de violência como qualquer conduta que provoque dano emocional, comprometa o pleno desenvolvimento da vítima ou tenha como objetivo controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões.

Entre as práticas previstas estão ameaças, constrangimentos, humilhações, manipulação, isolamento, chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e vir e outros comportamentos que causem prejuízos à saúde psicológica e à autonomia da mulher.

Casos de stalking também aumentam

O número de casos de stalking, que é um tipo crime quando há perseguição, contra mulheres também cresceu na Paraíba entre 2024 e 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Foram registrados 1.534 casos em 2024 e 2.147 em 2025, um aumento de 39,3%.

A taxa por 100 mil mulheres também subiu no período, passando de 71,7 para 99,9.

O crime de stalking está previsto no artigo 147-A do Código Penal, incluído pela Lei nº 14.132/2021. A legislação define a prática como perseguir alguém de forma reiterada, por qualquer meio, ameaçando sua integridade física ou psicológica, restringindo sua liberdade de locomoção ou invadindo sua privacidade.

A pena é aumentada quando o crime é cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino.

As conclusões do Anuário de Segurança Pública de 2025:

Os feminicídios bateram recorde em 2025, o que vai na contramão da redução das mortes violentas como um todo. Quatro mulheres foram mortas por dia, em média;

O Brasil registrou o menor número de assassinatos desde 2012, quando começou o levantamento do Fórum. Foram 40.775 vítimas, queda de 8% em relação a 2024;

O país teve, pela primeira vez, taxa de mortes violentas abaixo de 20: ficou em 19,1. É o menor número registrado no histórico feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública;

Outros indicadores de violência contra a mulher registraram alta: mais casos de violências psicológicas (17%), stalking (30%), descumprimento de medida protetiva (17%) e ameaças (0,5%). O Brasil teve três tentativas de feminicídio para cada crime consumado ao longo de 2025;

As dez cidades mais violentas no país ficam no Nordeste, metade na Bahia. Maranguape (CE) lidera ranking pelo 2º ano seguido e foi o único município a superar a taxa de 100 mortes violentas por 100 mil habitantes;

Santa Catarina registrou 7,6 mortes violentas por 100 mil habitantes e se tornou o estado com a menor taxa do país. São Paulo ocupava essa posição desde 2014;

As mortes cometidas por policiais aumentaram 5% no ano passado, enquanto o número de policiais mortos caiu 3%;

Os registros de produção, posse ou distribuição de conteúdos de abuso sexual infantil cresceram 25%;

Os casos de bullying e cyberbullying cresceram mais de 60% entre jovens. Isso ocorre após a criação de tipo penal específico, em 2024;

A quantidade de adolescentes que cumprem medida socioeducativa no Brasil caiu 54% em 9 anos: são 12,2 mil jovens, a maioria meninos (93%), negros (74%) e entre 16 e 18 anos (76%). As ocorrências mais comuns são roubo (29%) e tráfico de drogas (28%);

O número de pessoas no sistema prisional cresceu 6% e chegou a 964 mil. O estudo prevê que, se for mantida a tendência, o Brasil pode bater 1 milhão de presos já em 2027;

Há 2,1 milhões de empresas e pessoas autorizadas a ter armas — desse total, 1 milhão têm licença de CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) — e 1,6 milhão de armas cadastradas. Três em cada 10 armas estão com registro vencido.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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