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Indexa Pesquisas: 67% dos brasileiros percebem aumento da violência contra as mulheres

Saiu no site MONEYTIMES

Levantamento da Indexa Pesquisas sobre as eleições 2026 divulgado nesta terça-feira (21) revelou também que mais de dois terços dos brasileiros, ou 67% dos entrevistados, acreditam que os casos de violência contra as mulheres aumentaram nos últimos 12 meses. Desse total, 55% disseram que a violência “aumentou muito” e 12% avaliaram que “aumentou um pouco”.

Para 19%, a situação permaneceu estável, enquanto apenas 2% acreditam que houve redução da violência e 1% respondeu que “diminuiu um pouco”, mesmo porcentual dos que afirmaram que “diminuiu muito”. Outros 12% não souberam responder ou preferiram não opinar.

A pesquisa também investigou como a população avalia a influência de discursos públicos que desrespeitam ou ofendem as mulheres. Para 72% dos entrevistados, esse tipo de declaração contribui para o aumento da violência contra as mulheres.

Nessa faixa, 52% afirmam que essas manifestações “contribuem muito” e 20% entendem que “contribuem um pouco”. Para apenas 8% declarações desse tipo não exercem influência sobre a violência, enquanto 7% avaliam que elas “nem contribuem nem deixam de contribuir”. Outros 13% não souberam responder.

Segundo Arilton Freres, sociólogo e CEO da Indexa Pesquisas, os resultados evidenciam que a população relaciona a violência contra as mulheres não apenas às agressões em si, mas também ao ambiente em que ocorrem.

“A pesquisa revela um consenso expressivo sobre dois aspectos importantes. O primeiro é a percepção de que a violência contra as mulheres se intensificou no último ano. O segundo é que a maioria dos brasileiros reconhece que discursos públicos ofensivos têm impacto sobre esse cenário”, relatou Freres.

“Independentemente das posições políticas dos entrevistados, os dados mostram que a sociedade atribui relevância ao comportamento de lideranças e figuras públicas na construção de valores e na formação de um ambiente de maior ou menor tolerância à violência”, concluiu.

A pesquisa foi realizada pela Indexa Pesquisas entre quinta-feira (16) e domingo (19), com 2.000 eleitores. O levantamento possui 95% de nível de confiança, margem de erro de 2,2 pontos percentuais e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02904/2026.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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