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Ex é condenado após mulher se fingir de morta para evitar feminicídio

Saiu no site METRÓPOLES

 

Homem foi condenado a 23 anos de prisão por tentar matar ex-companheira com seis tiros em Cotia. Ela sobreviveu após se fingir de morta

Um homem foi condenado a 23 anos e oito meses de prisão por tentar matar a ex-companheira a tiros em Cotia, na Grande São Paulo, em 2025. A sentença foi proferida na última quarta-feira (14/7).

A vítima foi atingida por seis disparos e só sobreviveu porque se fingiu de morta após levar  os tiros. Ela buscou atendimento médico logo depois do ocorrido.

O promotor Felipe Bragantini de Lima, autor da denúncia, afirmou que o sentenciado agiu com meio cruel, motivação torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima

Já o juiz André Luiz da Silva da Cunha ressaltou que o homem “adotou todas as condutas para consumar o feminicídio”, concluindo que “o resultado morte não ocorreu por circunstâncias alheias à sua vontade”.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), o réu e a vítima tiveram três filhos e ele não aceitava o fim do relacionamento. Em abril de 2025, quando a ex-companheira voltava do trabalho, ele a abordou na rua, arrastou-a para uma viela e a agrediu com coronhadas e mordidas antes de disparar.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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