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RJ: 18 mulheres sofrem algum tipo de violência a cada hora

Saiu no site SBT

Número equivale a uma vítima a cada três minutos; violência também tem se intensificado no ambiente digital

No Rio de Janeiro, 18 mulheres sofreram algum tipo de violência por hora no ano passado, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP). O número equivale a uma vítima a cada três minutos.

Uma dessas vítimas é a gestora de projetos sociais Monique Bispo. Durante mais de 15 anos, ela viveu um relacionamento abusivo sem perceber que sofria violência psicológica. Um batom vermelho ou uma roupa que valorizasse seu corpo eram suficientes para provocar discussões.

“Um simples batom vermelho era motivo de discussão. Se eu quisesse usar uma roupa que valorizasse meu corpo, ele dizia que a gente não ia sair porque a mulher dele não se vestia daquele jeito”, relatou. “Uma vez, durante uma discussão, ele quebrou meu celular. Na época, pediu desculpas, mas hoje eu entendo que aquilo também foi uma agressão.”

A história de Monique reflete uma realidade cada vez mais comum. Os registros de violência psicológica contra mulheres cresceram 1.300% na última década no estado do Rio de Janeiro e, pelo quinto ano consecutivo, esse foi o crime mais registrado contra mulheres. Em 2025, foram quase 60 mil vítimas — uma média de quase sete casos por hora.

A violência também tem se intensificado no ambiente digital.

No ano passado, foram registrados 5.970 casos de violência moral e psicológica pela internet, o equivalente a 16 mulheres vitimadas por dia.

Segundo especialistas, muitos agressores passaram a usar redes sociais e aplicativos de mensagens para manter o controle sobre as vítimas mesmo após o fim do contato presencial.

“Se antes as mulheres conseguiam romper o contato físico, agora muitos homens usam o ambiente digital para driblar essas barreiras, perseguir, monitorar e revitimizar as vítimas”, afirma a pesquisadora Luciane Belin, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Isso acontece por meio do assédio digital, da divulgação de conteúdos íntimos, de ameaças e de diferentes formas de intimidação.”

Monique conta que, durante anos, confundiu esse comportamento com uma demonstração de cuidado: “Eu achava que era um zelo excessivo do meu marido, uma questão do nosso relacionamento, e não uma forma de violência.”

O relato evidencia como a violência contra a mulher nem sempre deixa marcas físicas. A violência psicológica e moral também provoca danos profundos e, cada vez mais, encontra no ambiente digital um novo espaço para se manifestar.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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