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Mulher encontrou câmera escondida dentro do quarto ao notar mudança no suporte do ventilador em Uberaba

Saiu no site G1

O equipamento de monitoramento estava instalado no suporte do ventilador de teto. Segundo a mulher, a suspeita é que tenha sido instalado pelo ex-marido, que tem episódios anteriores de violência doméstica registrados.

A mulher de 33 anos que encontrou uma câmera escondida no próprio quarto percebeu o equipamento de monitoramento após notar uma mudança no suporte do ventilador de teto. O caso foi registrado na segunda-feira (13), em Uberaba, no Triângulo Mineiro.

Segundo a vítima, a câmera estava no suporte do ventilador de teto e teria sido instalada pelo ex-marido, que não aceita o fim do relacionamento. Ela afirmou ainda que já sofreu outros episódios de violência doméstica praticados por ele.

A mulher já teve uma medida protetiva, mas ela não estava mais em vigor quando a câmera foi descoberta. Na quinta-feira (16), ela conseguiu uma nova medida protetiva contra o ex-marido, de 44 anos.

Como o processo está em segredo de Justiça, o g1 não teve acesso ao nome do suspeito nem conseguiu contato com a defesa dele.

De acordo com a advogada da vítima, Raphaela Massote, que acompanha o caso desde 2024, esta não é a primeira vez que dispositivos semelhantes são encontrados na residência.

A noite em que a câmera foi encontrada

 

Na noite de segunda-feira (13), a Polícia Militar foi chamada ao bairro Recreio dos Bandeirantes e registrou o caso como “registro não autorizado de intimidade sexual”.

A vítima relatou que começou a desconfiar do ex-marido após a filha do casal contar ter visto o pai assistindo, pelo celular, imagens da mãe dentro de casa.

Ao chegar do trabalho, percebeu sinais de alteração no suporte do ventilador de teto e, ao verificar, encontrou o dispositivo. Ela então retirou o equipamento e desligou os cabos para interromper a transmissão.

Segundo o boletim, o relacionamento durou 18 anos e terminou há cerca de dois meses. Desde então, a mulher afirma que o ex-companheiro passou a apresentar comportamento ciumento e possessivo.

Os policiais realizaram buscas, mas o suspeito não foi localizado.

“Ele está em liberdade, agindo como se nada tivesse acontecido”, disse a advogada.

Advogada alerta sobre violência doméstica

 

A representante da vítima aproveitou para reforçar a importância de denunciar casos de violência doméstica e alertou outras mulheres.

 

“O término do relacionamento não significa o fim do controle. Em muitos casos, ele apenas assume novas formas, mais silenciosas, mas igualmente abusivas. Se você está passando por algo semelhante, saiba: existem medidas legais eficazes para sua proteção. E você não precisa enfrentar isso sozinha”, disse.

 

Em caso de violência doméstica, denuncie via os canais oficiais: o número 190 da Polícia Militar, o número 197 ou em qualquer delegacia da Polícia Civil, e o número 180 da Central de Atendimento à Mulher.

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