HOME

Home

PF faz operação contra rede de tráfico internacional de mulheres para exploração sexual em SC

Saiu no site O GLOBO

Operação Alerta Vermelho realiza buscas em duas casas noturnas de São Francisco do Sul

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação Alerta Vermelho para desarticular uma rede de tráfico internacional de mulheres para fins de exploração sexual no Norte de Santa Catarina. Os agentes saíram às ruas para realizar buscas em três endereços na cidade de São Francisco do Sul — duas casas noturnas contíguas e a residência de um dos investigados.

As investigações ganharam tração depois de uma mulher paraguaia prestar queixa com a acusação de que fora aliciada por meio da internet, em seu país de origem. Ela disse ter recebido a falta promessa de emprego de garçonete em um bar no município catarinense.

Durante a ação, segundo a PF, foram apreendidos celulares, o sistema de monitoramento por vídeo e documentos. O material será encaminhado à perícia técnica para que os agentes possam esclarecer os fatos e identificar a cadeia operacional do esquema. A Justiça também determinou a proibição de contato dos investigados com a vítima e testemunhas.

Ainda de acordo com a corporação, os suspeitos da prática do crime são um casal que possui “uma extensa ficha criminal, incluindo tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo”.

A vítima afirmou às autoridades que foi trazida clandestinamente ao Brasil num caminhão. Depois, foi levada até um estabelecimento noturno, onde teve os documentos retidos pelos proprietários. A mulher contou ter ficado no local durante cerca de um mês, período em que sofreu “agressões físicas, psicológicas, restrição de liberdade” e também “foi obrigada a usar drogas e se prostituir”.

Na queixa, a mulher destacou não ter recebido qualquer remuneração pelo tempo que ficou no local. Ela disse que ficava sob “vigilância constante” dos proprietários e que só conseguiu se desvencilhar do grupo ao fugir do estabelecimento e ser socorrida por vizinhos, em outubro do ano passado.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME