Saiu no site FANTÁSTICO G1
Imagens da época apresentam um país moderno, com jeito ocidental— mas que era também uma monarquia absolutista violenta.
Quase cinquenta anos após a Revolução Islâmica, o prí
ncipe da antiga monarquia afirmou que está disposto a liderar uma transição no Irã, algo visto como improvável por especialistas. O debate reacende comparações entre o regime do xá e a atual república islâmica.
Essa imagem, porém, convivia com outra realidade: a de uma monarquia absolutista violenta com maioria da população pobre.
A dinastia Pahlavi tomou o poder num golpe militar há 100 anos. O primeiro monarca, avô do candidato ao trono, ficou no comando até a Segunda Guerra Mundial.
Numa posição geográfica estratégica — entre a União Soviética e o Império Britânico —, o Irã foi ocupado por ambos, então aliados.
Os britânicos tinham um interesse adicional: o acesso ao petróleo iraniano, ameaçado em 1951.
“Os iranianos elegem um líder social-democrático que vai buscar a nacionalização do petróleo como meio de garantir o desenvolvimento do país, como meio de garantir divisas para o desenvolvimento e industrialização do Irã”, diz o historiador.
Dois anos depois, apoiado pelos ingleses, o xá dá um golpe e depõe o primeiro-ministro.








