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CCJ aprova matérias sobre combate à violência contra mulheres

Saiu na Câmara Municipal de  Goiânia

 

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou hoje, 21, duas matérias que irão beneficar politicas públicas de combate à violência contra mulheres.

A primeira delas, é de autoria do vereador Willian Veloso (PL) e visa garantir acessibilidade comunicativa à mulher com deficiência auditiva ou visual, vítima de violência doméstica ou familiar.

 

 

A proposta se propõe oferecer acesso a serviços de atendimento à mulher em situação de violência, por meio da utilização da Língua Brasileira de Sinais (Libras); de visualização de textos em Braille; de sistema de sinalização ou de comunicação tátil; de caracteres ampliados; de dispositivos multimídia; de linguagem simples – escrita e oral; de sistemas auditivos; de meios de voz digitalizados; e de formatos aumentativos e alternativos de comunicação, incluindo tecnologias da informação.

 

 

A outra matéria é de iniciativa de Sabrina Garcêz (Republicanos) que cria a “Patrulha Enfermagem Mais Segura”. A ideia é disponibilizar efetivo da Guarda Civil para proteção de enfermeiras contra agressões. Sabrina justificou que “segundo estatísticas recentes, divulgadas pelo Conselho de Enfermagem de São Paulo, 30,4% dessas profissionais relataram já terem sofrido algum tipo de violência no trabalho por serem mulheres – na maioria dos casos, responsáveis foram pacientes ou acompanhantes”.

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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