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Sair sozinha à noite, um sonho para mulheres brasileiras

Saiu no Terra

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Andar na rua sem se preocupar, mesmo quando está vazio e é noite, devia ser direito de todos. Mas, como mulher brasileira morando na Alemanha, ainda me choco com o fato de poder andar sozinha na rua à noite.”Esse shorts está muito curto. Se você passar na porta de um bar assim vão mexer com você.” Eu tinha uns 13 anos quando ouvi isso do meu pai. Eram os anos 80 e ele não estava exatamente errado.

Logo eu descobriria que era melhor ser mais radical e atravessar a rua para evitar passar na porta de botequins e assim fugir das tais “piadinhas”. Na época, ainda criança, eu não sabia que aquilo era assédio.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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