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‘Feministas não aguentaram’, ironiza coach dos EUA que deu curso sobre conquistar mulheres em SP

Saiu no O Globo

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Mike Pickupalpha, um dos coaches americanos que promoveu uma festa em São Paulo que funcionou como aula prática de um curso que ensina como “pegar” mulheres, ironizou as críticas recebidas pelo teor do evento. Em sua conta no Instagram, ele afirmou que as reclamações vieram de feministas que não souberam lidar com o sucesso do Millionaire Social Circle (“Círculo Social de Milionários”), site que ele vende os cursos em parceria com outro americano, que se apresenta como David Bond.

“Fizemos a maior festa do Brasil e as feministas não não poderia lidar com isso”, escreveu Pickupalpha no Instagram.

Pickupalpha e Bond promoveram uma festa em uma mansão no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, no fim de fevereiro. Mulheres que participaram do evento alegaram que desconheciam o fato de que participariam de um curso de “pegação”.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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