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Ameaças de morte a mulheres, uma epidemia no Brasil

Saiu no Terra

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Vou te estuprar e depois cortar a tua cabeça”. Essa frase estava em uma mensagem que foi enviada em fevereiro para a professora e blogueira feminista Lola Aronovich. Quando Lola contou o fato no Twitter, não me surpreendi. Conheço Lola há mais de dez anos. E, desde sempre, ela sofreu ameaças de morte. O motivo? Lola é feminista e tem um blog, onde ousa falar o que pensa e denunciar “incels” e masculinistas (os perigosos homens que odeiam as mulheres).

E ser feminista em um país misógino como o Brasil é perigoso. Se mulheres já correm risco, quem denuncia o machismo corre risco em dobro. Assim como quem tem voz e luta pelos direitos humanos. Quem faz todas essas coisas, e além de tudo, é uma mulher negra, corre mais risco ainda.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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