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Mulheres negras não deveriam morrer exaustas

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“Mulheres Negras Não Deveriam Morrer Exaustas” é o título do livro da escritora Jayne Allen lançado no início do ano no Brasil pela Editora Universo dos Livros. Allen narra a história da bem-sucedida repórter norte-americana Tabitha Walker, uma mulher negra que aos 33 anos sempre ouviu de sua avó, uma mulher branca, que “mulheres negras certamente morrem exaustas”. A avó de Tabitha dizia esta frase tendo como referência as mulheres negras americanas que conheceu nos anos 50, período da luta pelos direitos civis dos negros no Estados Unidos. Momento de batalhas pelo fim do apartheid que impunha aos negros a exclusão e a ausência de direitos

Tantas décadas depois, vivendo uma realidade já de inúmeras conquistas da comunidade negra dos EUA, fazem com que Tabitha possa vislumbrar um final de vida menos exausto, ainda mais sendo ela uma mulher que teve acesso à educação e que já está dando alguns “checks” na sua listinha de conquistas pessoais como: carro, bom emprego, entrada na casa própria e um relacionamento amoroso que a possibilita pensar em casamento..

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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