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Prefeitura do Rio inaugura a Casa da Mulher Carioca Elza Soares

Saiu na Prefeitura do RJ

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A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Políticas e Promoção da Mulher, inaugurou, nesta quarta-feira (26/10), a Casa da Mulher Carioca Elza Soares, na Vila Olímpica Mestre André, em Padre Miguel, Zona Oeste da cidade. O espaço vai oferecer cursos e oficinas de capacitação gratuitos, além de atendimento psicológico e orientação jurídica para mulheres em situação de violência doméstica.

– Eu tenho a honra de ter sido o primeiro prefeito de capital a criar uma secretaria das mulheres. A grande missão de uma Casa da Mulher Carioca é fazer com que várias Beneditas (Benedita da Silva, deputada federal que estava no evento) surjam por aí de uma maneira mais simples. A gente se orgulha quando vê a história de vida da Elza Soares e da Benedita, duas mulheres que vieram da favela, com todo tipo de dificuldade, e que foram à luta e venceram. Queremos que as meninas e mulheres aqui da Zona Oeste, do Rio de Janeiro e de todo o Brasil possam atravessar essa jornada com mais felicidade e igualdade. É para isso que fazemos a Casa da Mulher Carioca – afirmou o prefeito Eduardo Paes.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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