HOME

Home

Artigo: Não traga flores se o seu respeito não vier junto

Saiu no site PORTAL O TABOANENSE:

Sueli Amoedo

Não traga flores se o seu respeito não vier junto, essa frase estampa bem o retrocesso que vivemos, bem como a perpetuação da violência de gênero e a culpabilização das vítimas de violência.

Não podemos aceitar quietos que esse retrocesso venha do topo da pirâmide, a extinção da Secretaria de Políticas para Mulheres do Governo Federal, reflete bem o tamanho do prejuízo que veio como efeito cascatas para os Municípios, vários deles extinguiram seus equipamentos de proteção as Mulheres.

Positivamente a Coordenadoria dos Direitos da Mulher, equipamento da Prefeitura de Taboão da Serra, está aumentando seus atendimentos e atividades terapêuticas, fomentando políticas para Mulheres, dando um grande suporte social para as mulheres que dela necessitam, trabalhando principalmente a transversalidade dentro do Governo Municipal.

E como romper esse ciclo de destruição com perdas de direitos e violação desses Direitos?

A solução é fortalecer cada vez mais os movimentos feministas, dando voz e mecanismos de atuação, precisamos de mais homens feministas e que lutem pelos Direitos das Mulheres, que sejam também as  vozes de nossas causas.

Que mais homens sejam feministas, lutem pelos direitos das mulheres, sejam contrários a cultura do estupro e todo e qualquer ato de abuso.

Sejam contra a violência a mulher, que coíbam atos de abuso e violência sexual, para demonstrar a necessidade da continuidade dessa luta o Mapa da Violência 2015, “ Homicídios Femininos no Brasil”, num grupo de 83 países com dados homogêneos, fornecidos pela Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocupa uma posição pouco recomendada, a 5ª posição, somente El Salvador, Colômbia, Guatemala e a Federação Russa, evidenciam taxas superiores às do Brasil. Sendo a grande parte dessas mortes de mulheres negras.
Somente ser contra a violência não é o norteador para que ela seja extinta, precisamos de Leis mais rigorosas para punir crimes contra a mulher, Leis especificas como a Lei Maria da Penha, para coibir os crimes virtuais praticados nas redes sociais.

E principalmente que a mulher não seja considerada culpada pelo crime que foi acometida, um exemplo de retrocesso mundial diz respeito a um projeto de Lei em que homens mulçumanos lutam pelo direito de matar suas esposas, em represália a Lei de proteção as mulheres, que criminaliza a violência contra as mulheres em Punjab.

Nessa esfera devemos refletir e lutar, ou comemorar o dia 08 de março, se voltarmos ao passado, sim temos muito em que comemorar, grandes avanços e garantias de direitos, o direito ao voto é um marco importante de vitória.

Mas se formos visionários temos que criar mecanismos de proteção e empoderamento feminino para não sermos atropelados por projetos como o proposto pelos Mulçumanos.

Dia 08 de março não pode e não deve ser somente um dia de homenagens e sim de luta sociais, econômicas e políticas das mulheres, para colocarmos fim a misoginia como alguns homens tratam as mulheres e ao machismo que impera e que impede as mulheres de ocuparem os espaços de Poder.


Sueli Amoedo é advogada e Coordenadora dos Direitos da Mulher do Munícipio de Taboão da Serra.

 

 

PUBLICAÇÃO ORIGINAL: Artigo: Não traga flores se o seu respeito não vier junto

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

Veja também

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

HOME