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Há 85 anos, mulheres conquistaram direito ao voto

Saiu no site Folha:

Em 24 de fevereiro de 1932, por meio do Código Eleitoral Provisório do governo Getúlio Vargas, as mulheres brasileiras conquistaram o direito de votar nas eleições nacionais. O código permitia que somente mulheres casadas, viúvas e solteiras com renda própria pudessem votar.

Apenas no Código Eleitoral de 1934, com a pressão das sufragistas e a queda das restrições do código anterior, o pleno exercício do voto feminino foi efetivado, mas a obrigatoriedade do voto era destinada ao eleitor masculino. O voto feminino só passou a ser obrigatório em 1946. Homens e mulheres analfabetos conquistaram direito ao voto em 1985.

AS MULHERES NA POLÍTICA
1927
Celina Guimarães (foto no alto, depositando voto na urna), professora de Mossoró (RN), torna-se a primeira brasileira a fazer o alistamento eleitoral.

1929
O Rio Grande do Norte é considerado pioneiro na garantia do voto feminino. Em 1929, Alzira Soriano foi eleita a primeira prefeita do Brasil, na cidade de Lages.

1933
É eleita a primeira deputada brasileira, Carlota Pereira de Queirós, de São Paulo, conforme registra o caderno Folhetim de 1982.

1934
Maria Thereza Nogueira de Azevedo e Maria Thereza Silveira de Barros Camargo foram as primeiras deputadas de São Paulo.

1947
Elisa Kauffmann Abramovich é eleita primeira vereadora da Câmara Municipal de São Paulo. Na época, o Tribunal Superior Eleitoral cancelou a inscrição do Partido Social Trabalhista, invalidando a candidatura de Elisa. O reconhecimento de Elisa Kauffmann Abramovich como vereadora veio em 2013, pelas resoluções 13/2013 e 20/2013, do vereador Orlando Silva (PCdoB).

1968
Eleita na década de 1960, Theodosina Rosário Ribeiro torna-se a primeira vereadora negra da Câmara Municipal de São Paulo.

1979
A primeira mulher a ocupar um lugar no Senado é Eunice Michiles (PDS-AM).

1982
Esther de Figueiredo Ferraz, considerada a primeira ministra de Estado, assume a pasta da Educação e Cultura.

1985
Maria Gardenia Santos Ribeiro Gonçalves, de São Luís (MA), e Maria Luiza Fontenelle, de Fortaleza (CE), são as primeiras prefeitas de capitais.

1986
Iolanda Fleming, após ida de Nabor Júnior para o Senado, assume como primeira governadora do Acre.

1988
A paraibana Luiza Erundina, na época filiada ao PT, é eleita a primeira prefeita da cidade de São Paulo.

1990
De acordo com reportagem da Folha, na década de 1990, as primeiras mulheres eleitas senadoras foram Júnia Marise (PRN-MG) e Marluce Pinto (PTB-RR). Eva Blay (PSDB-SP), suplente de Fernando Henrique Cardoso, assumiu o mandato dele quando o tucano se tornou ministro do ex-presidente Itamar Franco.

1994
Rosaena Sarney, filha de José Sarney, é a primeira governadora eleita do Maranhão.

2002
Com a renúncia do então governador Anthony Garotinho, Benedita da Silva assume a chefia do Executivo, tornando-se a primeira mulher negra a governar o Estado.

2010
Após derrotar José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) é eleita a primeira presidente da República.

2014
Numa disputa acirrada, Dilma Rousseff (PT) derrota o candidato Aécio Neves (PSDB) e é reeleita.

2016
Em agosto de 2016, o plenário do Senado aprovou o impeachment de Dilma Rousseff. Por 61 votos a 20, o Senado condena Dilma por crime de responsabilidade pelas chamadas “pedaladas fiscais”.

 

 

 

 

Publicação Original: Há 85 anos, mulheres conquistaram direito ao voto

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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