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QUE COMECE O MATRIARCADO

Saiu No UNIVERSA

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Formar uma rede de apoio para mães. Debater afeto e sexualidade com meninas periféricas. Transformar em ritmo e poesia as dores femininas nas ruas. Celebrar a ancestralidade da mulher negra em um dos momentos mais emocionantes do carnaval.

Nesses 467 anos de São Paulo, Universa conta a história de cinco mulheres que lutam para que a cidade seja mais empática e justa com todas nós. Numa metrópole com mais 12 milhões de habitantes – no qual somamos 51% da população, segundo a Fundação Seade – elas escolheram se colocar na linha de frente desse imenso desafio.

Beth Beli, presidente do Bloco Afro Ilú Obá de Min, e a poeta Mel Duarte fazem isso por meio de arte. Já Elânia Francisca, com seu projeto “Sexualidade Aflorada”, e Maju Giorgi, com a ONG Mães pela Diversidade, comandam ações afirmativas para combater os efeitos das desigualdades de gênero.

Esta reportagem também destaca o legado de Marina Kohler Harkot. Em 8 de novembro de 2020, a socióloga e cicloativista de apenas 28 anos foi morta violentamente fazendo o que mais acreditava para uma cidade melhor: pedalando. Em vida, Marina foi uma voz potente na discussão da mobilidade urbana e de como o uso de bicicletas pode melhorar o dia a dia das mulheres.

Marina, assim como Beth, Mel, Elânia e Maju, mostram o poder transformador do olhar feminino para as grandes cidades.

Veja a Matéria Completa Aqui!

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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