HOME

Home

Quarentena aumenta risco de distúrbio mental e violência doméstica, diz governo do Chile

Saiu no site Extra Globo

Veja a publicação original: Quarentena aumenta risco de disturbio mental e violência domestica, diz Governo do Chile 

 

Por Natalia A. Ramos Miranda e Aislinn Laing

SANTIAGO (Reuters) – O Ministério da Saúde do Chile disse nesta segunda-feira que “prudência e sabedoria” são necessárias quando se aplica quarentenas contra o coronavírus, uma vez que as medidas de restrição implicam em um risco maior à saúde mental das pessoas e podem aumentar os índices de violência doméstica.

O ministro Jaime Manalich afirmou ainda que a experiência de outros países mostrou que, se quarentenas generalizadas forem adotadas ou mantidas por tempo demais, às vezes as pessoas desobedecem em massa.

Falando em uma coletiva de imprensa diária no Ministério da Saúde em Santiago, o ministro destacou o subúrbio de baixa renda e superpovoado de Puente Alto, na capital, parte do qual está sujeita a uma quarentena no presente.

Alguns prefeitos, especialistas médicos e grupos de cidadãos têm criticado a decisão do governo de aplicar e suspender quarentenas de forma gradual em áreas específicas em que as infecções são prevalentes.

Nesta segunda-feira, o Chile registrou 7.525 casos confirmados, 82 mortes e 2.367 pessoas recuperadas do novo coronavírus. O vírus surgiu na cidade chinesa de Wuhan, e antes do final de semana somava um total global de 100 mil mortes e 1,6 milhão de casos confirmados, de acordo com uma contagem da Reuters.

“Colocar em quarentena um local em que várias pessoas moram em alguns metros quadrados não é somente um sacrifício que gera traumas enormes e riscos de saúde, especialmente para a saúde mental e a violência intrafamiliar”, disse Manalich.

“Ela é uma ferramenta que produz uma mudança de tal magnitude na liberdade de movimento das pessoas que tem que ser usada com grande cuidado, prudência e sabedoria.”

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME