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Quarentena pode gerar estresse tóxico para pais e crianças, alerta SBP

Saiu no site BEBÊ

 

Veja publicação no site original: Quarentena pode gerar estresse tóxico para pais e crianças, alerta SBP

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Entidade preparou material com dicas para manter a saúde mental da família em dia durante o isolamento domiciliar. Rotina é fundamental.

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Por Chloé Pinheiro

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Em tempos de pandemia de Covid-19 (doença provocada pelo novo coronavírus), os longos períodos passados em casa, somados às incertezas sobre o futuro, podem ser prejudiciais para a saúde mental de pais e filhos. É o que destaca a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) em documento voltado às famílias e médicos.

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No texto, a entidade aponta os principais focos de tensão doméstica. Com a suspensão das aulas e o fato de os avós não poderem ajudar nos cuidados com os filhos, muitos pais precisam se revezar entre fazer home office, lidar com os afazeres da casa e cuidar das crianças em tempo integral.

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Essa bagunça na rotina se junta às preocupações financeiras, saídas restritas e lidar com a quantidade de informações que recebemos diariamente nas redes sociais. O estresse dos pais é sabidamente transmitido para os pequenos, e, em uma situação de pandemia, quando ele é elevado e diário, pode ser tóxico.

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Efeitos do estresse tóxico para crianças 

Eventos adversos geram a elevação de cortisol e adrenalina, dois hormônios relacionados ao estresse, nos pequenos. Apesar de comandar a resposta do corpo em uma situação de perigo, eles se tornam prejudiciais quando liberados em excesso. Entre as consequências, o risco de prejuízos no desenvolvimento cerebral da criança.

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“A curto prazo, pode haver transtornos de sono, irritabilidade, piora da imunidade e medos. Em médio e longo prazo, atrasos no desenvolvimento, transtorno de ansiedade, depressão, queda no rendimento escolar e estilo de vida pouco saudável”, escrevem os autores no documento.

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Como manter a saúde mental da família em tempos de quarentena

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Felizmente, o estresse tóxico pode ser prevenido mesmo em uma situação desfavorável. Com medidas simples, a família toda pode lidar melhor com a situação. Veja algumas dicas da SBP:

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  • Realizar momentos de diálogo para discutir as atividades prioritárias do dia a dia, necessidades básicas da casa, divisão de tarefas e obrigações. Organizar o horário de trabalho dos pais para divisão dos afazeres.
  • Conversar com os filhos sobre a situação, com linguagem simples e adequada para cada idade da criança. Forneça as orientações de forma tranquila, para não estimular sentimentos de medo e ansiedade.
  • Dê abertura para que eles possam expressar seus sentimentos e dúvidas.
  • Planeje a agenda dos mais velhos junto com eles, procurando organizar horários equilibrados para brincadeira, atividade física, sono e tempo de tela. Não esqueça de intervalos de ócio para que a criança decida sozinha o que fazer.
  • Manter a rotina de alimentação e ingestão líquidos adequada para cada idade.
  • Realizar atividades no quintal, na varanda ou locais mais arejados da casa ou apartamento.
  • Definir horários para uso saudável de telas, evitando ultrapassar os limites sempre que possível. Usar a tecnologia também para fazer videoconferências com os avós, pois vê-los em boa saúde pode tranquilizar as crianças.
  • Inserir a criança na rotina de tarefas domésticas de acordo com a idade.
  • Conversar com o filho para que respeite os momentos em que o adulto precisa trabalhar. Uma dica é tentar sincronizar esses períodos de maior concentração com atividades mais tranquilas para os pequenos, como uma sessão de filmes. 
  • Reservar um momento para ver as notícias sozinhos, sem expor a crianças a conteúdos inadequados. Os pais devem repassar os conteúdos necessários a eles em linguagem adequada.
  • Incluir na agenda pausas durante o dia para que a família esteja unida de forma alegre e prazerosa.
  • Seja você o modelo de comportamento que espera dos filhos. Ou seja, evite ficar horas grudado no celular, demonstre como lidar com a situação com equilíbrio e mantenha a calma.
  • Deixe claro que é o momento não é de férias, mas uma situação transitória, que está alterando a rotina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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