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Secretária do DF encara desafio para encorajar mulheres a denunciar atos de violência

Saiu no site DIÁRIO DO PODER

 

Veja publicação original:  Secretária do DF encara desafio para encorajar mulheres a denunciar atos de violência

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O ato de encarar o medo de altura, teve objetivo de encorajar as mulheres a encararem o medo e denunciar

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Por Francine Marquez

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Para encorajar mulheres a denunciarem qualquer ato de violência que venham a ser vítimas, a secretária da Mulher do Distrito Federal, Ericka Filippelli topou um desafio, encarou seu medo de altura e pulou de paraquedas no centro da Esplanada dos Ministérios. “Eu fui desafiada pela Federação de Paraquedistas do Distrito Federal a vencer meu medo, eu morro de medo de altura. E eles me convidaram a vencer meu medo, para passar uma mensagem para as mulheres em situação de violência, para que tenham coragem de denunciar”.

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O ato simbólico, fruto de uma parceria da Secretaria da Mulher com a Federação de Paraquedismo do Distrito Federal, teve  objetivo de conscientizar a sociedade sobre os dados alarmantes que envolvem ocorrências de violência contra a mulher, além de divulgar o Ligue 180, canal de denúncia contra crimes dessa natureza.

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Muitas mulheres por medo, deixam de denunciar quando são vítimas de violência, seja física, moral, verbal ou psicológica. E por isso, o agressor permanece impune fazendo outras vítimas. De acordo com dados do portal Atlas da Violência, em média, 13 mulheres são assassinadas diariamente no Brasil.

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Dados da Secretaria de Segurança Pública do DF divulgados em julho, mostram que o número de tentativas de feminicídio no DF aumentou em relação ao ano passado. No primeiro semestre de 2019 foram 55 casos, contra os 31 registrados no mesmo período de 2018.

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Um dos mecanismos de defesa contra esse tipo de crime, o Ligue 180 recebe as denúncias de violência e orienta as mulheres sobre seus direitos, apresentando a legislação vigente que ampara as vítimas e, quando necessário, encaminhando-as para outros serviços. A Central funciona 24 horas, todos os dias da semana, incluídos fins de semana e feriados.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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