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Dia Internacional da Igualdade Feminina evidencia desequilíbrio

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Veja publicação original:  Dia Internacional da Igualdade Feminina evidencia desequilíbrio

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A celebração da data, em 26 de agosto, é um marco da luta das mulheres por empoderamento e paridade entre gêneros.

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Por Camila Leoni

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Atualmente, são várias iniciativas que existem no País e em outros lugares do mundo que procuram refletir sobre o assunto.

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Essa discussão é fundamental nas escolas, empresas, comunidades e nos meios de comunicação para mudar a compreensão geral de questões que envolvem a busca pela igualdade entre mulheres e homens.

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O feminismo ampara este caminho a ser percorrido e ganha força em nossa sociedade. No entanto, mesmo com a popularização do debate ainda existem problemas que devem ser enfrentados, tais como a pouca representatividade política, a violência e as desigualdades no mercado de trabalho.

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Assim como em outros ramos de atuação, na comunicação observou-se uma melhoria, mas ainda há muito a ser feito para de fato alcançar igualdade em oportunidades e cargos para as mulheres que atuam na área.

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dia internacional da igualdade

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Eu mesma já passei por uma situação opressora, dentro de uma grande companhia, simplesmente pelo fato de ser mulher. Reportei o ocorrido para a minha chefe e também para o RH para que tomassem as devidas providências.

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Acredito que muitas mulheres se sentem reféns de situações que encaram dentro do ambiente de trabalho e acabam por ocultar o fato, não endereçando aos superiores ou ao departamento de Recursos Humanos. Isso é ruim porque também colabora para que situações assim se perpetuem dentro das empresas.

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Analisando o contexto profissional, considero que a área e o cargo ainda influenciam no processo de seleção para homens e mulheres, mas hoje já existe uma abertura maior e vejo que o currículo e o nível de conhecimento são fatores de grande relevância para a escolha.

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Alguns métodos podem contribuir para que se estabeleça a igualdade no ambiente de trabalho, como aumentar a concepção de liderança e dar oportunidades para ambos exercerem cargos altos dentro das empresas; valorizar os atributos profissionais das mulheres e suas qualificações; oferecer salários igualitários; promover mudanças de leis e de cultura, que muitas vezes vêm de dentro de casa.

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Um exemplo é valorizar o homem que cumpre tarefas domésticas ou com a criação dos filhos, tendo em vista que isso também é uma responsabilidade dele. São hábitos que devem ser transformados para se conquistar de fato a igualdade em todos os setores da sociedade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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