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Ministério Público do Piauí é premiado com projeto “A Lei Maria da Penha nas Escolas”

Saiu no site DIÁRIO PIAUÍ

 

Veja publicação original:   Ministério Público do Piauí é premiado com projeto “A Lei Maria da Penha nas Escolas”

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O projeto “A Lei Maria da Penha nas Escolas: desconstruindo a violência, construindo diálogos”, idealizado e coordenado pelo Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (Nupevid), do Ministério Público do Estado do Piauí, conquistou a terceira colocação nesta edição do Prêmio CNMP. Em solenidade realizada na manhã de hoje (22), em Brasília (DF), o presidente da Comissão de Planejamento Estratégico do Conselho Nacional do Ministério Público (CPE/CNMP), conselheiro Sebastião Caixeta, anunciou o resultado final.

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O propósito do Prêmio CNMP é dar visibilidade às iniciativas do Ministério Público brasileiro que mais se destacaram na concretização dos objetivos do Planejamento Estratégico Nacional do MP. O prêmio abrange nove categorias, sendo que três projetos foram classificados em cada uma delas.

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Selecionado entre os finalistas na categoria “Indução de Políticas Públicas”, o “Lei Maria da Penha nas Escolas: desconstruindo a violência, construindo diálogos” já alcançou mais de 10 mil estudantes. O projeto fomenta o protagonismo juvenil no enfrentamento à violência contra a mulher. Na primeira etapa de execução de cada ciclo, o escopo é apresentado aos educadores. Em seguida, são realizadas discussões da temática pelos corpos docente e discente em sala de aula, para então os estudantes multiplicarem conhecimentos sobre a matéria junto à sociedade. Assim, viabiliza-se a inovação da metodologia de ensino-aprendizagem na promoção da igualdade de gênero. O projeto é gerido pelo promotor de Justiça Francisco de Jesus Lima, titular da 5ª Promotoria de Justiça de Teresina, e pela psicóloga Cynara Veras, servidora do MPPI. A execução e o monitoramento são realizados em parceria com a Gerência de Inclusão e Diversidade da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC).

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A entrega do Prêmio CNMP 2019 integrou a programação do X Congresso Brasileiro de Gestão do Ministério Público, que se estenderá até hoje (23). Uma comitiva do MPPI, constituída por membros e servidores, está participando das atividades. A procuradora-geral de Justiça, Carmelina Moura, recebeu o troféu das mãos dos conselheiros nacionais Silvio Amorim e Marcelo Weitzel. A secretária-geral do CNMP, Cristina Melo, representou a presidente do CNMP e procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

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Acompanhando a procuradora-geral de Justiça do Piauí, também subiram ao palco os promotores de Justiça Leonardo Rodrigues (subprocurador-geral administrativo), Flávia Gomes Cordeiro (coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação e da Cidadania) e Débora Geane Aguiar Aragão (coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

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“Em nosso Ministério Público, temos fomentado uma cultura de valorização da gestão por projetos, focalizando a boa estruturação do planejamento para a obtenção de resultados mais efetivos, com o objetivo principal de promover a transformação social. É uma grande alegria receber este prêmio, pois ele é o reconhecimento de que estamos trilhando o caminho certo. O MPPI pretende, cada vez mais, difundir, idealizar e replicar boas práticas. Além de estarmos trabalhando pelos direitos humanos das mulheres, buscamos nos aprimorar em todas as áreas vitais para a promoção da cidadania, sempre no intuito de prestar um serviço de excelência à população”, declarou Carmelina Moura.

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Nesta edição, 1.034 projetos, oriundos de todas as unidades do MP brasileiro, concorreram nas nove categorias: Defesa dos Direitos Fundamentais, Transformação Social, Indução de Políticas Públicas, Redução da Criminalidade, Redução da Corrupção, Unidade e Eficiência da Atuação Institucional e Operacional, Comunicação e Relacionamento, Profissionalização da Gestão e Tecnologia da Informação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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