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Mulheres vítimas de violência familiar ganham direito de tirar Carteira de Trabalho e identidade sem pegar fila

Saiu no site VERMELHO

 

Veja publicação original:   Mulheres vítimas de violência familiar ganham direito de tirar Carteira de Trabalho e identidade sem pegar fila

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Lei que garante prioridade no atendimento em órgãos estaduais, sancionada pelo governador, também dispensa necessidade de agendamento prévio.

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Mulheres vítimas de violência doméstica e familiar ganharam prioridade no atendimento para emissão de identidade e Carteira de Trabalho em Pernambuco. A lei Nº 16.583, publicada nesta terça-feira (11), permite que elas tirem os documentos sem precisar enfrentar burocracia, pegar fila ou fazer agendamento prévio.

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A norma, de autoria da deputada estadual Alessandra Vieira (PSDB), foi sancionada pelo governador Paulo Câmara (PSB) e publicada no Diário Oficial do estado.

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De acordo com a deputada, toda mulher vítima de violência em Pernambuco tem, agora, o direito de solicitar os documentos sem burocracia.

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“Muitas vezes, elas têm os documentos rasgados ou queimados pelo agressor. E essas mulheres sentem vergonha de sair de casa e ir a um órgão solicitar a segunda via”, explica Alessandra Vieira.

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Alessandra diz, ainda, que percebeu que muitas mulheres eram prejudicadas pela falta dos documentos.

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“Muitas delas deixaram de receber o Bolsa-Família, porque não tinham identidade para fazer o recadastramento. Ou deixaram de ocupar uma vaga de emprego por falta de Carteira de Trabalho”, afirma a deputada.

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Para ter direito ao benefício, a vítima deve ir ao órgão que expede os documentos e apresentar o termo de encaminhamento produzido em uma unidade da rede estadual de proteção e atendimento, cópia do Boletim de Ocorrência ou termo de medida protetiva expedida pela Justiça.

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De acordo com a lei, é considerada violência doméstica e familiar contra a mulher “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, bem como dano moral ou patrimonial”.

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Números

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Em 2018, foram registrados 2.522 casos de estupro em Pernambuco, segundo dados da Secretaria de Defesa Social (SDS) divulgados em março deste ano.

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O número foi o maior desde 2014, quando o estado teve 2.627 ocorrências desse tipo. Em 2017, o índice chegou a 2.361, 6,81% a menos que no ano passado.

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Em relação à violência contra a mulher, o estado registrou 39.945 casos em 2018, o maior número desde 2012, quando a série começou a ser contabilizada. Em 2017, houve 33.493 casos, 19,26% a menos que no ano seguinte.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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