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AVON doa 12 mil euros à APAV

Saiu no site DELAS – PORTUGAL

 

Veja publicação original:   AVON doa 12 mil euros à APAV

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Por Joana Cabrita

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A AVON, marca de cosmética, vai doar um total de 12 mil euros à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV). O Delas.pt falou com Carmen Rasquete, secretária-geral da APAV e com Susana Pereira, responsável da AVON em Portugal, sobre a importância desta parceria.

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O apoio da AVON a causas próximas do bem-estar das mulheres “sempre fez parte da estrutura da marca”, afirma o gigante da cosmética em comunicado de imprensa. Desde 2009 que se associa e ajuda a APAV, nomeadamente através da venda de produtos cujas receitas revertem a 100% para esta causa.

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Segundo a responsável pela AVON, Susana Pereira, esta iniciativa enquadra-se na Campanha Global contra a Violência Doméstica e é “levada a cabo pela AVON em todos os países onde se encontra, sendo que passa pela venda de produtos cujas receitas revertem a 100% para a APAV e pelo apoio a programas de consciencialização, educação e prevenção com um impacto direto na violência doméstica”, explica.

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Nesta quarta-feira, dia 22 de maio, e sexta-feira, 24 de maio, a AVON organiza uma ação de sensibilização para cerca de 150 revendedores em Lisboa, no Hotel Fénix (Marquês de Pombal) e no Porto (Hotel Ipanema Campo Alegre), respetivamente, sobre a temática. A ocasião servirá para a marca entregar um cheque de 12.000€ à APAV.

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Este é o destino dos donativos da AVON

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Carmen Rasquete, Secretária-Geral da APAV, afirmou ao Delas.pt que “o donativo da AVON terá como destino as estruturas de acolhimento da APAV, que abrigam mulheres e crianças vítimas de violência doméstica. Estes espaços têm como propósito garantir, em situação de crise, a proteção e segurança imediata das vítimas, prevenindo novas situações de vitimação, promover a reestruturação do projeto de vida e assegurar a autonomização, independência e reintegração social das vítimas”, explicou.

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Tal como refere a responsável, estas estruturas de acolhimento acompanham de forma personalizada cada vítima, entendendo e adequando os meios às suas necessidades, para além “da garantia das suas necessidades básicas como a alimentação, educação, formação, entre outras”.

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A Secretária-Geral da APAV afirmou ainda que gostaria de fazer novas parceiras com a marca feminina AVON, defendendo que “o combate à violência doméstica, bem como a consciencialização e sensibilização da sociedade para os fenómenos da vitimação são uma preocupação da AVON e que os valores e princípios desta marca se alinham, em grande medida, com os da APAV, esperamos ter novas iniciativas no futuro”.

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Também Susana Pereira, responsável da AVON em Portugal, mostrou o mesmo desejo. “Este é o décimo ano consecutivo que apoiamos esta causa e o nosso objetivo é continuar com este apoio”, afirmou, acrescentando ainda que “entre 2009 e 2018, a AVON conseguiu angariar 81 mil euros para a APAV“.

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A responsável da marca falou ainda sobre a importância desta parceria, admitindo que “sendo a AVON uma empresa feita maioritariamente de mulheres e dirigida a mulheres, sente que deve participar na luta contra um problema que assola a sociedade portuguesa e parece estar longe de abrandar“. Por isso, “a missão é ajudar a APAV a criar espaços onde as mulheres se sintam seguras e protegidas, num ambiente de paz e solidariedade”.

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Carmen Roquete também frisou a importância desta parceria para a APAV, afirmando que “enquanto instituição de Solidariedade Social, sem fins lucrativos, é muito importante contar com o apoio das demais entidades empresariais presentes na sociedade civil”. A representante fala ainda sobre a temática da responsabilidade social, afirmando que esta parceria espelha bem esta consciencialização.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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