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Thascya, a DJ mineira que tocou para Neymar e promete bombar no Carnaval

Saiu no site ENTRETENIMENTO UOL

 

Veja publicação original:  Thascya, a DJ mineira que tocou para Neymar e promete bombar no Carnaval

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Por Leonardo Rodrigues

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Nascida em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a DJ e produtora Thascya, 31, é uma estrela em ascensão na cena da cena eletrônica brasileira. Eleita por três anos consecutivos a melhor DJ do país, ela faz shows concorridos no Brasil e exterior. Nos Estados Unidos, já abriu para nomes consagrados, além de ser citada pela revista “Billboard” na lista dos melhores remixes do mundo do hit “Can’t Stop The Felling”, de Justin Timberlake.

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No início deste mês, a mineira esteve entre as atrações da suntuosa festa de 27 anos do craque Neymar, em Paris, dividindo espaço com Wesley Safadão, Nego do Borel e Marília Mendonça. Ela se apresentou duas vezes: uma solo e outra ao lado do francês Bob Sinclair, um dos DJs mais populares do planeta. Ele a convidou pessoalmente para subir ao palco em sua apresentação.

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COMO FOI PARAR NA FESTA DE NEYMAR

Thascya conheceu Neymar anos atrás em uma festa no Guarujá, quando o craque a viu tocando no antigo Café Del Mare, um dos clubs mais requisitados do litoral paulista. “Foi por acaso. Começamos a conversar e ficamos amigos. Nessa época, coincidiu de ele a ir a várias festas em que eu tocava. Sempre mantivemos o contato”, conta ao UOL a DJ, que é mãe de duas filhas, uma de quatro e outra de dois anos de idade.

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“Ele me chamou primeiro como convidada, mas também disse que eu poderia tocar. Fiz um set fino de house music e, no camarim da festa, encontrei o Bob Sinclair. Eu já o conhecia de um show no Carnaval de Salvador. Ele lembrou de mim e me convidou para tocar com ele. Foi incrível. Uma noite maravilhosa”, lembra Thascya, que não recebeu cachê de Neymar, mas o jogador arcou com passagens e hospedagens dos convidados. “Eram só amigos ali. Acho que foi assim com todos os músicos.”

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Reprodução/Facebook
A DJ ThascyaImagem: Reprodução/Facebook

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PRECONCEITO

Filha de representantes comerciais, Thascya começou na música sem grandes pretensões, há 11 anos, quando cursava faculdade administração e se apresentava em festas de amigos. Aos poucos, o público foi crescendo, e a DJ passou a ser convidada para eventos cada vez maiores. Passou também a fazer cursos de produção musical. A guinada na carreira foi vista com desconfiança por amigos e familiares.

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“No início, perguntavam: ‘Você é DJ, mas você trabalha com o quê?’ Ninguém levava a sério o meu trabalho”, diz Thascya. Outro ponto crítico, segundo ela: o machismo. Ser mulher e se lançar em um mundo predominantemente masculino, repleta de “grupinhos fechados” e com “99% de contratantes masculinos”, era e ainda é um desafio para iniciantes.

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“Sempre existiu isso [machismo], mas eu fui crescendo, ganhando público, tocando fora, e as pessoas passaram a me respeitar e deixaram de dizer que eu estava lá porque era bonita, gostosa, não porque sou boa profissional. Consegui me colocar nesse mercado com meu estilo, tocando do meu jeito, e está dando certo. Essa é uma dica que dou para todos que estão começando. Tentar ser você mesmo.”

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ASSÉDIO

Thascya diz sofrer constantemente com assédio e investidas masculinas, geralmente na forma de cantadas inconvenientes. “É aquele comentário estilo ‘vai que cola, né’, sabe? Se der em cima dela, vai que ela dá moral. Mas eu lido bem com isso”. Em um show na Bolívia, no entanto, a coisa ficou mais séria.

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“Já dei um soco no contratante que me assediou. Sou carateca e foi uma coisa de instinto, sabe? De defesa pessoal. Saí correndo do local, desesperada. Foi um contratante que traz vários artistas do Brasil para a Bolívia. O fato é que nunca voltei nem voltarei lá depois disso.”

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Divulgação
Imagem: Divulgação

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CONSERVADORISMO DA CENA

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Segundo a DJ, embora a cena eletrônica esteja cada vez mais aberta e eclética, ainda existe conservadorismo no meio. Demorou algum tempo para mulheres e pickups fossem vistas com uma combinação natural, além da inclusão de elementos brasileiros nas músicas, uma das marcas de seu estilo de house music que traz fortes influências do chamado “brazilian bass”.

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“Acho que o mais importante, independentemente de ser mulher ou homem, é a gente não se importar com a opinião alheia de quem é do meio. Existem muitos DJs que se sentem ameaçados de alguma forma pelo novo, e não dão chance para ele apareça.”

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PLANOS

Com olhos voltados para o mercado brasileiro, a mineira acaba e lançar “Que Seja Com Você”, parceria com o cantor Leo Santana e aposta para o Carnaval. Ela está com agenda cheia. Durante a folia, se apresentará no interior de Minas, Rio e duas vezes em Salvador. Março será o mês de um novo um single, uma nova parceria com um “grande nome da música brasileira”, que ela prefere não revelar.

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Para o segundo semestre, o plano é colocar na praça um trabalho mais extenso. “Já lancei muitas músicas na minha carreira e tenho várias outras para lançar. Minha ideia é sair com um EP, com umas sete faixas. A gravadora prefere trabalhar singles, mas tenho muita vontade de lançar um EP. Acho que é questão apenas de esperar o momento certo, daqui a alguns meses.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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