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Barra do Piraí: casos de violência doméstica representam 30% dos registros na delegacia

Saiu no site G1

 

Veja publicação original:  Barra do Piraí: casos de violência doméstica representam 30% dos registros na delegacia

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Ministério Público, Justiça e Polícia Civil se uniram para medidas protetivas.

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Os números de casos de violência contra a mulher em Barra do Piraí, RJ, assustam: 30% dos registros da delegacia são deste tipo de crime. O avanço desses casos fez com que a polícia, o Ministério Público (MPRJ) e a Justiça se unissem para intensificar as medidas protetivas no município.

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Na cidade, de cada 10 ocorrências registradas na delegacia, três têm como vítima uma mulher. Alguns casos que aconteceram em 2018, terminaram de forma trágica. Em abril, o corpo de Joice da Silva Caldeiras foi encontrado enterrado na fazenda onde ela trabalhava ordenhando vacas, no distrito de Vargem Alegre. Um colega de trabalho foi preso, suspeito do crime.

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Outro caso que chocou a cidade foi o de Johanna Cerqueira, de 19 anos. Ela foi encontrada morta no pátio da estação, no Centro, no dia 1º de julho. O suspeito, Jhonatan Nunes Lima de Souza, de 24 anos, confessou o crime e está preso. Ele disse que matou a jovem porque ela se negou a ter um relacionamento com ele.

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Diante do crescimento de casos, a delegacia de Barra do Piraí começou a agir de forma diferente este ano. Segundo o delegado, Wellington Pereira Vieira, os crimes terão tolerância zero. “Nós estamos tentando da forma mais rápida possível terminar as investigações e reprimir com bastante severidade os agressores. Só que esses agressores também vão ser olhados de uma forma diferenciada. Nós estamos montando um curso para que eles recebam um tipo de ensinamento, para evitar reincidência. Isso é muito importante, porque a gente verifica aqui em Barra do Piraí que muitas mulheres retornam a delegacia, sendo vitimadas mais de uma vez”, explicou.

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E essas mudanças já começaram a ser colocadas em prática. Na quinta-feira (10), por exemplo, a polícia agiu rápido e conseguiu prender Cristiano Márcio Antônio. Ele foi acusado pela irmã de agredi-la com chutes, socos e facadas. A mulher ainda disse que ele tentou enforcá-la por diversas vezes. Durante a agressão, a filha da vítima, de 13 anos, também foi ferida no ombro. Na ação, a polícia conseguiu localizar a faca usada na agressão. O acusado vai responder por tentativa de feminicídio.

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“Com esse caso grave que aconteceu aqui, que uma mulher foi quase morta de ‘pancada’, nós já deflagramos o projeto, já conversamos com vários parceiros. E essa pessoa que agrediu essa moça, já está preço, foi apresentado a Justiça e a prisão preventiva pode ser decretada a qualquer momento”, finalizou o delegado.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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