HOME

Home

Após resgatar bêbado, salva-vidas é agredida em Ubatuba

Saiu no site REVISTA MARIE CLAIRE

 

Veja publicação original: Após resgatar bêbado, salva-vidas é agredida em Ubatuba

.

Lais Martins tentou registrar uma queixa na delegacia da cidade, mas foi desencorajada pelo delegado

.

Por Maria Laura Neves

.

Lais Martins,  25 anos, nasceu em Itapira, interior de Minas Gerais, e mora em Ubatuba (SP) há 2 anos, onde trabalha como salva vidas desde então. Nesta época do ano, está acostumada a fazer dois salvamentos por dia na praia de Itamambuca, frequentado por surfistas e turistas ao norte da cidade. Seus colegas – todos homens – mantém a mesma média.

.

No dia 29 de dezembro, foi surpreendida por um salvamento atípico. Depois de passar horas bebendo cerveja na areia com um amigo, um homem entrou no mar. Foi sugado pela correnteza de um dos muitos buracos que se formam logo na quebra das ondas. Três adolescentes, um surfista e um morador já estavam na água tentando ajuda-lo, quando Lais chegou.

.

“Eu estava comendo um pastel no meu horário de pausa, minha mãe tinha vindo me visitar e estava com ela. De repente, ouvi uma menina gritando: ‘Afogado, afogado’. Quando cheguei, joguei o flutuador, mas ele não conseguia segurar de tão bêbado que estava. Consegui retirá-lo do buraco, mas assim que saiu, ele tentou me dar um soco. Caiu no buraco de novo. Tirei ele novamente, que, quando saiu, me empurrou outra vez. Tive de tirá-lo pelos cabelos”, diz Lais, que seguiu para a delegacia de Ubatuba, para fazer um B.O. De agressão.

.

Chegando lá, o delegado disse que não faria o boletim porque estava com muitas ocorrências. “E o homem não pediu desculpas nem me olhou nos olhos”, diz Lais, que segue salvando vidas no verão paulista. “Só no dia 01 de janeiro foram quatro salvamentos”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME