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Mulheres relatam assédio e sexismo em campanha de Sanders em 2016

Saiu no site FOLHA DE S.PAULO

 

Veja publicação original: Mulheres relatam assédio e sexismo em campanha de Sanders em 2016

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Democrata concorreu nas primárias democratas para escolher o candidato à presidência dos EUA

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Por Danielle Brant

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Mulheres que participaram da campanha do senador BernieSanders, 77, pela candidatura democrata à Presidência em 2016 afirmaram ter sido vítimas de sexismo e assédio por parte de colegas homens com quem trabalharam. Elas dizem ainda que as queixas chegaram a altos funcionários da operação, que nada fizeram para enfrentar o problema.

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As informações são do jornal The New York Times, que falou com algumas dessas mulheres. Entre elas está Giulianna Di Lauro, estrategista da operação latina da campanha. Em fevereiro de 2016, ela reclamou com seu supervisor que havia sido assediada por um colega a quem dava caronas para os eventos que antecederam a primária democrata em Nevada.

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O homem afirmou que ela tinha um “lindo cabelo cacheado” e perguntou se podia tocá-lo. Di Lauro permitiu, achando que ele só queria tocar numa mecha. No entanto, o colega percorreu a mão em seu cabelo “de uma forma sexual” e continuou a segurar, tocar e “forçar meus limites” pelo resto do dia.

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“Eu só queria tanto que terminasse”, afirmou Di Lauro, que relatou o incidente a Bill Velazquez, responsável pela equipe da operação voltada ao público latino. Velazquez teria respondido: “Aposto que você teria gostado se ele fosse mais novo”, de acordo com Di Lauro e outra mulher que testemunhou a conversa. A seguir, ele começou a rir.

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O Times diz que denúncias como a de Di Lauro começaram a circular nas últimas semanas por mensagens de email e discussões entre ex-apoiadores da campanha de 2016 de Sanders. As acusações podem afetar a imagem do senador com o público feminino, que tem ganhado peso cada vez maior nas eleições.

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Samantha Davis, ex-diretora de operações no Texas e Nova York, afirmou ter sofrido assédio sexual durante a campanha. Ela disse ainda que não obteve ajuda de ninguém. De acordo com Davis, seu supervisor passou a excluí-la depois de ela ter recusado um convite para ir a seu quarto.

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As ex-funcionárias e colaboradoras disseram que as reclamações sobre o tratamento recebido e de que ganhavam menos que seus colegas homens chegaram a altos postos da operação, embora não seja possível confirmar se Sanders tomou ciência das queixas.

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Em email, Jeff Weaver, gerente da campanha de Sanders em 2016 e assessor do senador, afirmou que quem tiver cometido assédio durante as operações não fará parte da possível equipe que deve liderar os esforços pela candidatura de 2020. Ele lamentou os problemas que ocorreram.

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“Era muito masculino? Sim. Era muito branco? Sim”, escreveu. “Seria uma prioridade remediar em qualquer campanha futura? Definitivamente, e nós compartilhamos profundamente na urgência para todos fazermos mudança.”

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O comitê do senador afirmou que várias ações foram tomadas para combater o assédio e o sexismo, incluindo aconselhamento de empregados e uma revisão para padronizar os pagamentos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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