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Em 2018, uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 15 dias no Ceará

Saiu no site O POVO ONLINE

 

Veja publicação original: Em 2018, uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 15 dias no Ceará

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Uma mulher é vítima de feminicídio a cada 15 dias no Ceará. Aproximadamente duas mulheres foram assassinadas por condição de gênero por mês no ano de 2018, o que resultou em 24 vítimas no Estado. Os números são referentes ao período de janeiro a novembro.

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O mês com o maior número de feminicídios foi setembro, com cinco casos. Agosto teve quatro feminicídios; março teve três; janeiro, fevereiro, junho, outubro e novembro contabilizaram dois casos..

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Em 2018, o número de vítimas de violência doméstica chegou a 19.733, no total entre janeiro e novembro. O mês com maior número de denúncias foi outubro, com 2.035 registros. Na comparação com o mesmo intervalo de 2017, houve diminuição de 8% no número de vítimas de violência doméstica.

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O primeiro feminicídio de 2018 foi o que vitimou Stefhani Brito. O suspeito do crime, que completa um ano no dia 1º de janeiro de 2019, segue foragido.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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