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Filho de ex-prefeito de Anápolis que agrediu namorada não será preso por falta de elementos

Saiu no site MAIS GOIÁS

 

Veja publicação original: Filho de ex-prefeito de Anápolis que agrediu namorada não será preso por falta de elementos

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Filho de ex-prefeito de Anápolis foi filmado espancando advogada. Delegada diz que medidas protetivas foram tomadas para segurança da vítima

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Por Fabricio Moretti

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Na tarde desta quarta-feira (26), a delegada Ana Elisa Gomes da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), conversou com o Mais Goiás sobre o caso do piloto e filho do ex-prefeito de Anápolis Eurípedes Junqueira, Victor Junqueira, 24 anos, o qual foi filmado agredindo a namorada, a advogada L.S., 26 anos. O caso aconteceu na madrugada de sexta-feira (14).

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Ana Elisa conta que Victor já foi ouvido pela Polícia, mas o caso está sendo tratado com discrição pelo fato dos constrangimento da vítima. “O inquérito foi concluído na sexta-feira e remetido ao poder judiciário na data de hoje. A vítima foi orientada sobre as medidas protetivas de urgência enquanto as investigações estão em andamento”.

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No entanto, a delegada afirmou não existir elementos necessários para a prisão preventiva do agressor. “Ele não está prejudicando o trabalho dos investigadores ou praticando outros crimes contra a vítima. O fato não foi em flagrante, ele tem residência fixa e compareceu à delegacia acompanhado de um advogado, portanto não ocorrerá a prisão por hora”, explicou.

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A delegada explica que “se Victor difamar ou desqualificar L.S. na internet ou perturbar o trabalho de investigação, por exemplo, ele pode ser preso”. De acordo com Ana Elisa, o mais importante antes de questionar o porquê de Victor não estar detido, é saber que a vítima foi à delegacia e todo atendimento foi feito de imediato. “As diligências foram feitas e agora o inquérito será concluído”, conclui.

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O caso

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No dia 14 de dezembro, L.S. gravou sem que o namorado soubesse, um vídeo onde Victor é flagrado espancando a advogada. As imagens foram gravadas no apartamento da vítima no Setor Marista, Goiânia. A ocorrência policial foi registrada no dia seguinte. L.S. relatou à Polícia, que namora o autor das agressões a três anos, e já havia sido agredida outras vezes.

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O casal voltava de uma confraternização do trabalho da mulher no dia do ocorrido. Na gravação L.S. pede para Victor parar de bater: “Você vai me matar desse jeito”, exclama. À Polícia Civil, a vítima relatou ter sido agredida com socos, tapas, chutes e estrangulamento, além de xingamentos.

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Denúncia

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Para denunciar casos de violência doméstica, basta ligar gratuitamente para o número 180. As manifestações também são recebidas por e-mail, no endereço ligue180@spm.gov.br. A central funciona 24 horas todos os dias, incluindo feriados e finais de semana.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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