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PGR pede ao STF manutenção da prisão preventiva de João de Deus

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Veja publicação original:   PGR pede ao STF manutenção da prisão preventiva de João de Deus

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Na semana passada, a Polícia Civil concluiu o primeiro inquérito contra João de Deus e pediu seu indiciamento por violação sexual mediante fraude

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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou nesta quarta-feira, 26, petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que defende a manutenção da prisão preventiva do médiumJoão Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus. Ele está preso no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia desde o dia 16 deste mês acusado de abusar sexualmente de mulheresque eram atendidas na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO).

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Na semana passada, a Polícia Civil concluiu o primeiro inquérito contra João de Deus e pediu seu indiciamento por violação sexual mediante fraude.

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Na manifestação encaminhada ao presidente do STF, ministro Dias Toffoli, responsável pelas decisões durante o recesso do Judiciário, a procuradora defende a manutenção da prisão por haver risco de fuga e intenção do médium de dificultar as investigações. Ela cita as movimentações financeiras feitas por ele.

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Dodge aponta também que nem o Tribunal de Justiça de Goiás nem o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisaram ainda o mérito de habeas corpus apresentado pela defesa do líder religioso. A PGR pediu também a suspensão do sigilo do caso.

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Em depoimento prestado nesta quarta-feira, João de Deus disse que “não se lembra” das mulheres que o acusam de abuso sexual. Para o criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende o médium, é justificável que ele não se recorde do nome das mulheres que o acusam.

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“Ele recebia entre 1.000 a 1.500 pessoas todos os dias. Foi perguntado a ele, especificamente, sobre três mulheres. Ele respondeu, logicamente, que não se recordava delas”, informou Toron.

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Antes de a PGR encaminhar a manifestação ao Supremo, Toron disse que não entendia o motivo de manter João de Deus em prisão preventiva, que bastaria “domiciliar com tornozeleira”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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