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Delegacia da Mulher de Cuiabá instaura cerca de 2 mil inquéritos

Saiu no site EBC

 

Veja publicação original:   Delegacia da Mulher de Cuiabá instaura cerca de 2 mil inquéritos

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De janeiro a outubro, oito mil mulheres foram vítimas de lesão corporal, 247 sofreram tentativa de homicídio e 61 foram assassinadas

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Delegacia da Mulher de Cuiabáinstaurou este ano cerca de dois mil inquéritos e atuou para que 1.600 medidas protetivas fossem concedidas. De janeiro a outubro, oito mil mulheres foram vítimas de lesão corporal, 247 sofreram tentativa de homicídio e 61 foram assassinadas.

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No final do ano, a preocupação com os casos de violência doméstica aumenta, já que o alto consumo de bebida alcoólica potencializa as agressões. A delegada Jozirlethe Criveletto afirma que as instalações da delegacia foram adaptadas para agilizar o atendimento:

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“Nós temos hoje vários cartórios que trabalham dentro da delegacia só com o pronto-atendimento de violência doméstica. E isso facilita para essa vítima, que busca a delegacia, ela já faz um registro de ocorrência, é encaminhada ao setor de pronto-atendimento, e já sai da delegacia com os encaminhamentos.”

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A delegada também destaca a importância das vítimas serem atendidas sem contato com agressores e de forma respeitosa: “Houve uma adequação, foi feita uma reforma na delegacia, na parte térrea, para que houvesse essas adequações, de um espaço para a espera dessas vítimas, um espaço para atendimento de psicologia, de assistência social, para que ela tivesse um melhor acolhimento nessa chegada na delegacia.”

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A Delegacia da Mulher de Cuiabá também criou um núcleo de investigação que atua para elucidar crimes e comprovar o descumprimento de medidas protetivas. Isso ocorre quando o agressor, mesmo impedido por determinação judicial, se aproxima da mulher anteriormente agredida ou ameaça. Denúncias desse e de outros tipos de violência contra a mulher podem ser feitas pelo Ligue 180.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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