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Mulher conta que foi abusada cerca de 20 vezes por João de Deus

Saiu no site REVISTA CLÁUDIA

 

Veja publicação original:  Mulher conta que foi abusada cerca de 20 vezes por João de Deus

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Entre 2009 e 2010, jovem escreveu diário contando sobre as violências que sofria

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A partir de registros que fez em um diário entre 2009 e 2010, uma mulher elencou cerca de 20 abusos que sofreu de João de Deus no período, durante atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO). Ela contou sobre as violências em depoimento ao Ministério Público de Goiás e em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, exibida em reportagem que foi ao ar no domingo (23).

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Na época das violências relatadas, ela tinha 20 anos. O diário escrito pela jovem revela que era comum que o médium desse presentes para seduzir as vítimas. Ao Ministério Público, ela contou sobre um dos abusos: “Ele ficava com o pênis dele passando no meu ventre. Colocava no meio das minhas nádegas”. Na época, ela desenvolveu um quadro de depressão e começou a perder peso. “Eu pensava: não é possível que isso não vai ter fim”, contou.

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O diário foi entregue para o Ministério Público e se junta a uma série de provas entregues por mulheres que acusam o médium de violência sexual, como passagens aéreas e presentes do médium. De acordo com o órgão, cerca de 70 vítimas já prestaram depoimento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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