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Vítimas ouvidas pelo MP-SP dizem que funcionários de João de Deus eram coniventes com abusos

Saiu no site G1

 

Veja publicação original:  Vítimas ouvidas pelo MP-SP dizem que funcionários de João de Deus eram coniventes com abusos

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Depoimentos colhidos por grupo de apoio da promotoria em SP foram encaminhados para investigação do MP-GO.

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Por Marina Pinhoni e Kleber Tomaz

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Mulheres ouvidas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirmaram que alguns funcionários do médium João de Deus eram coniventes com os abusos sexuais cometidos durantes as sessões espirituais em Abadiânia, Goiás.

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Segundo as promotoras Valéria Scarance e Gabriela Manssur, as vítimas apontaram quatro funcionários, cujos nomes se repetem nos depoimentos. O fato será apurado pelo MP de Goiás, que é responsável pelas investigações do caso.

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grupo de apoio criado pela promotoria em São Paulo para colher depoimentos já registrou formalmente 60 casos. Segundo Scarance, 18 mulheres já foram ouvidas até esta quinta-feira (13) e outras 18 já estão marcadas para a semana que vem. Os trabalhos devem continuar em janeiro, na volta do recesso judicial.

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O número de vítimas ainda pode aumentar, já que foi aberto um canal de denúncia por e-mail (somosmuitas@mpsp.mp.br). O MP-SP também recebeu o relato de um grupo que reúne mais de 200 mulheres que teriam sofrido abuso, mas nem todas quiseram se identificar ou formalizar a queixa.

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De acordo com o MP-GO, mais de 300 mulheres já denunciaram formalmente o médium ao órgão. Ele nega os crimes.

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Pedido de prisão

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A Justiça de Goiás determinou, nesta sexta-feira (14), a prisão preventiva de João de Deus, suspeito de praticar abusos sexuais durante tratamentos espirituais, em Abadiânia, cidade goiana do Entorno do Distrito Federal. A informação foi confirmada à TV Anhanguera pelo secretário de Segurança Pública de Goiás, Irapuan Costa Júnior.

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Um dos advogados que compõem a defesa de João de Deus, Thales Jayme disse que foi informado sobre o mandado de prisão, mas não tinha recebido o documento até as 12h30. Ele declarou também que não conseguiu falar com médium nesta manhã.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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