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Defensoria cria Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher

Saiu no site SÉCULO DIÁRIO

 

Veja publicação original: Defensoria cria Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher

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Nudem vai se somar à atual rede de proteção para as capixabas

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Mulheres vítimas de violência doméstica e familiar em razão do gênero podem contar, a partir deste mês, com mais uma instância de apoio. A Defensoria Pública do Espírito Santo criou o Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), especializado na prestação de assistência jurídica, integral e gratuita, atuando na garantia de direitos e garantias fundamentais.

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O Núcleo vem reforçar a rede de proteção às mulheres, que engloba uma série de órgãos governamentais, entre eles, Centros de Referências de Assistência Social (CRAS), varas especializadas em violência doméstica e familiar contra a mulher, além de promotorias e delegacias.

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Crimes de violência doméstica contra as mulheres ainda são uma triste realidade no Espírito Santo, nacionalmente conhecido pelos casos de feminicídios, assassinatos por questões de gênero, ou seja, quando uma mulher é morta simplesmente por ser mulher.  O Espírito Santo ocupa ainda o 5º lugar nacional no número de feminicídios, de acordo com o Atlas da Violência de 2017. Em 2017, foram 41 ocorrências, maior taxa da região Sudeste à época.

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Ainda de acordo com as estatísticas, apenas na Capital, são cerca de cinco mil processos que envolvem lesão corporal, ameaça e perturbação contra mulheres. Além de três mil inquéritos, que ainda vão se tornar processos.

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De acordo com informações da Defensoria Pública, as atividades dentro do núcleo serão pautadas no atendimento individualizado às vítimas de violência, de modo a resguardá-la de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. A partir da criação do Nudem, a Defensoria Pública Estadual poderá trabalhar de maneira ainda mais efetiva na elaboração e proposição de políticas públicas que visem garantir a efetivação dos direitos das mulheres.

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“A grande importância da criação do núcleo com a temática específica da mulher em situação de violência é a possibilidade de as mulheres que se encontram nessa situação poderem buscar junto a Defensoria Pública um atendimento compatível com a complexidade das suas demandas, que muitas vezes não são supridas apenas com a orientação jurídica, mas com o conhecimento das políticas e da rede de enfrentamento à violência contra a mulher”, afirma a defensora Pública Gabriela Larrosa, que atuará diretamente no núcleo.

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O Nudem irá atuar de maneira vinculada à Coordenação de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Espírito Santo na promoção e realização de campanhas educativas de prevenção da violência, buscando a difusão da Lei Maria da Penha e dos demais instrumentos de proteção aos direitos das mulheres.

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Segundo a defensora, a principal mudança do trabalho do Núcleo para as atividades realizadas pelo NUDEDH será a atuação exclusiva na temática das mulheres em situação de violência em razão de gênero. De acordo com Gabriela, o assunto acabava sendo diluído em inúmeras outras demandas, o que impossibilitava o avanço na política institucional em prol das mulheres que cotidianamente procuravam atendimento na Defensoria Pública.

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“Em um dos estados em que mais se comete crimes contra a mulher, carecedor de inúmeras políticas públicas de enfrentamento a essa violência, há muito já se fazia necessária a criação de um Núcleo Especializado que olhasse de forma diferenciada para a temática, sendo a Defensoria do Espírito Santo uma das únicas do Brasil que ainda não tinha criado o Nudem. Estamos agora tentando sanar esse déficit histórico para com as mulheres capixabas e pretendemos avançar cada vez mais”, esclarece a defensora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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