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Mulheres vítimas de violência terão espaço exclusivo no TJMG

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Veja publicação original:  Mulheres vítimas de violência terão espaço exclusivo no TJMG

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Desde essa quarta-feira (5), BH passou a contar com um espaço destinado a atender vítimas de violência doméstica dentro do Fórum Lafayette, no prédio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), localizado no Barro Preto.

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Inaugurado pela Defensoria Pública de Minas Gerais, o local foi criado para que mulheres possam postular e acompanhar medidas protetivas de urgência, inquéritos e ações penais em andamento nas quatro unidades judiciárias instaladas no prédio que têm competência exclusiva para julgar  os casos previstos na Lei Maria da Penha.

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Durante a solenidade de inauguração, a 3ª vice-presidente do TJMG, desembargadora Mariângela Faleiro, ressaltou a importância da prevenção em casos de violência doméstica e destacou a iniciativa de ter um espaço próximo onde estão centralizados os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a mulher.

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Já a superintendente da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv), desembargadora Alice Birchal, lembrou a “via-sacra” pela qual tem que passar, em várias instituições, a mulher quando é vítima de violência.

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“A intenção é tentar minimizar a revitimização, onde ela tem que contar a mesma história várias vezes. Temos poucos recursos, mas todos, a polícia, o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Judiciário estamos fazendo o que é possível e o que é impossível”, destacou.

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O espaço funcionar no 3º andar, na sala OP-389, do Fórum Lafayette. Nos quatro juizados tramitam mais de 25 mil feitos, e cada juizado recebe por mês, aproximadamente, mais de 500 novos processos. Nas ações e processos decorrentes da prática de violência, o juiz pode também homologar acordos entre as partes nos casos de decretação de separação judicial, divórcio e dissolução de união estável, partilha de bens, extinção de condomínio dos bens do casal, guarda e visita dos filhos e alimentos.

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*Com informações do TJMG. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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