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Atriz egípcia é processada por usar vestido que mostrava suas pernas

Saiu no site CORREIO BRAZILIENSE

 

Veja publicação original: Atriz egípcia é processada por usar vestido que mostrava suas pernas

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A atriz desfilou pelo tapete vermelho com um vestido transparente na parte de baixo, que deixava suas pernas à mostra

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A atriz egípcia Rania Youssef comparecerá em janeiro diante da Justiça por usar um vestido que tinha uma parte transparente na cerimônia de encerramento do festival internacional de cinema do Cairo, anunciou uma fonte judicial neste sábado (1).

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Na quinta-feira, a atriz desfilou pelo tapete vermelho com um vestido transparente na parte de baixo, que deixava suas pernas à mostra.

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O advogado egípcio Amru Abdesalam apresentou uma ação em um tribunal do Cairo, acusando a atriz “de incitar a libertinagem”, crime punível com até cinco anos de prisão, segundo o responsável judicial.

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A questão será analisada em 12 de janeiro, segundo a mesma fonte, que pediu anonimato.

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Outro advogado, Samir Sabri, conhecido por apresentar ações contra várias celebridades, fez a demanda ante o promotor-geral mencionando as mesmas acusações contra a atriz.

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“A forma de se apresentar de Rania Youssef é contrária às tradições, aos valores da sociedade e seus costumes, e isso afetou o festival e a imagem da mulher egípcia”, declarou Sabri à AFP.

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O sindicato de artistas egípcios denunciou em comunicado, sem citar nomes, que “a aparência de alguns convidados ao festival não é segundo as tradições da sociedade”.

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Após o escândalo gerado nas redes, a atriz se desculpou em público.

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“Talvez não tenha pensado bem ao usar esse vestido”, escreveu em sua conta no Twitter. “Não achei que (o vestido) desencadearia tanta raiva”.

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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