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As pernas de Rania são um crime no Cairo

Saiu no site DIÁRIO DE NOTÍCIAS – PORTUGAL

 

Veja publicação original: As pernas de Rania são um crime no Cairo

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Atriz Rania Youssef acusada de obscenidade pelas autoridades egípcias por usar vestido demasiado curto no Festival de Cinema do Cairo. Pena pode chegar aos cinco anos de prisão.

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Era um vestido revelador, o que a Rania Youssef, 44 anos, levou na sexta-feira ao Festival de Cinema do Cairo. Sobre um corpete negro, usou um tule transparente que deixava pouco espaço à imaginação. Permitia ver as pernas da atriz e isso enfureceu uma série de gente.

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As autoridades decidiram agora abrir um processo por “incitamento à libertinagem”. E a pena pode chegar aos 5 anos de prisão.

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Foram dois advogados conhecidos por processarem estrelas no país, Amro Abdelsalam e Samir Sabri, que decidiram avançar com a acusação.

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“Aquele vestido não obedecia aos valores, tradição e à moral social e isso minou a credibilidade do festival e das mulheres egípcias em particular”, disse Sabri à AFP.

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O próprio sindicato dos atores criticou a forma como “alguns convidados se apresentaram”.

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O ano passado, a cantora Shaimaa Ahmed foi condenada a dois anos de prisão – sentença depois reduzida a um ano – por gravar um vídeo em que comia uma banana de forma sugestiva.

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Já em janeiro, a cantora Laila Amer foi detida por produzir um videoclip que as autoridades consideraram demasiado provocante.

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Rania Youssef, entretanto, pediu desculpa pelo uso do vestido. Disse primeiro que deveria poder usar aquilo que entendesse, mas “se soubesse que ia provocar esta reação, nunca o teria feito.”

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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